A conquista do primeiro Mundial pelo Brasil

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Era muito menino ainda, quando em 1958 o Brasil conquistou o seu primeiro título de campeão mundial de futebol, ao derrotar na final a Suécia por 5 a 2.

Depois do fracasso na Copa do Mundo da Suiça, quando o Brasil foi eliminado na fase de quartas de final, perdendo por 4 a 2 da Hungria, o nosso time não chegou com as honras de favorito para ganhar o título.

Mas com um time fantástico e fazendo grandes apresentações foi batendo quem aparecia pela frente e chegou ao título, no dia 29 de junho ao golear os donos da casa por 5 a 2 depois de sair perdendo por 1 a 0.

Naquela Copa, o Brasil mostrou ao mundo o talento de Pelé que depois veio a se tornar o maior jogador de futebol do mundo, o “Atleta do Século” e o endiabrado ponta-direita Mané Garrinha.

No dia 23 de junho, estava na cidade de Santo Amaro e bem cedo peguei o “Motriz”, um tipo de trem que sai de lá às 7 horas e chegava aqui na estação da Calçada por volta das 10 e meia.

Vim com o meu pai, pois a minha mãe e os meus outros cinco irmãos estavam em Salvador, à exceção do terceiro (o Madinho) que morava lá no interior.

Aliás, aquele dia 23 de junho ficou marcado por uma das maiores tragédias ocorridas no Brasil. Barracas de fogos explodiram no Mercado Municipal deixando mais de 100 pessoas mortas e inúmeras feridas, na querida Santo Amaro da Purificação

Mas voltando a falar sobre a Copa do Mundo, o Brasil estreou na fase de grupos contra a Áustria e passou fácil, aplicando um tranquilo placar de 3 a 0.

Depois veio a Inglaterra e um empate sem gols. A classificação para às quartas de final veio com outra vitória desta vez sobre a Rússia por 2 a 0, já com Pelé e Garrinha se destacando entre os titulares.

O técnico era Vicente Feola e o maior problema dele era escalar onze jogadores, porque no grupo existiam reservas à altura de todos os titulares em todas as posições.

E foi no jogo das quartas de final que Pelé fez o gol que ele considera um dos mais importantes de sua carreira. Depois de aplicar um chapéu (o chamado banho de cuia) num jogador do País de Gales fez o único gol brasileiro e que seria o da vitória para enfrentar a França, nas semifinais.

Atualmente, muitos brasileiros não torcem pela Seleção. A equipe nacional já não desperta tanto interesse como era no passado, apesar de a televisão não mostrar os jogos e as partidas serem feitas pelo rádio.

Lá em casa era uma festa. Mas lembro que um primo carnal, o João Luiz de Souza Calmon, Engenheiro Agrônomo, que durante muitos anos trabalhou na Ceplac, dizia:

– Não entendo porque vocês torcem tanto pela Seleção Brasileira. Um time que só tem jogadores do Rio e São Paulo. Não tem ninguém da Bahia.

No dia 24 de junho, um dia depois da tragédia ocorrida em Santo Amaro, o Brasil voltaria a campo para enfrentar a França. E depois de mais um show de bola, a chamada “Seleção Canarinha” aplicou uma histórica goleada de 5 a 2, se classificando para a final do dia 29 de junho contra a Suécia.

Ainda tenho na memória aquele dia histórico para o nosso futebol. Depois de mais uma fantástica exibição o time brasileiro aplicou um novo 5 a 2 e ganhou pela primeira vez o título de campeão mundial de futebol.

E o Brasil começou perdendo. Os donos da casa fizeram 1 a 0, mas logo a superioridade do Brasil foi mostrada com uma reação incrível, a goleada e a conquista do título.

Uma festa em todo o Brasil. Depois da decepção da Copa de 50, quando o time jogou a final contra o Uruguai, precisando de um empate, saiu na frente e tomou uma virada de 2 a 1 nos 13  minutos finais, da eliminação para a Hungria na Copa de 54, nada mais justo que o brasileiro extravasar e fazer um verdadeiro Carnaval em pleno mês de junho.

Eu era muito novo ainda para ir comemorar nas ruas. E além disso, na véspera do jogo amanheci com uma febre que perdurou por quase quatro dias.

Mas não aconteceu nada de mais grave comigo. Apenas uma gripe, acompanhada de uma crise de garganta, que me impediu de comemorar com os meus irmão aquela fantástica conquista. Até então, a Seleção Brasileira ainda mexia comigo.

Marão Freitas

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