Divisão de Base! Pra que te quero?

  • 12 de abril de 2020
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Existe um dito popular que fala: “pernas, prá que te quero?”. Reflete a uma situação de perigo, em que o sujeito tem que correr, para se livrar dela. Transferindo ao futebol, da região Nordeste, sobretudo, ao nosso querido Estado da Bahia, no tocante às divisões de base, é exatamente o que está ocorrendo neste momento. “Divisão de base! Pra que te quero?”

Os clubes fazem altos investimentos financeiros em suas divisões de base, mas infelizmente não têm retorno nos dois principais focos delas que são: suprir as equipes de profissionais com jogadores de qualidade e, negociar anualmente entre um a três atletas para reforçarem o caixa do clube.

Há muitos anos, não vemos revelações de bons jogadores nas divisões de base dos nossos clubes, principalmente nos maiores, EC Bahia e EC Vitória. Observem, que falo de bons e, não de excelentes jogadores. Tem algo errado no processo!

É evidente, que uma mangueira não produz excelentes frutos em todas as safras. A mesma arvore, tem ano que produz frutas de excelente qualidade e, em outros, não. Contudo, quando cuidamos bem dela com limpeza, poda, correção do solo e adubação adequada, os frutos mantêm uma regularidade na qualidade.

Existe, sem duvida, uma polemica com relação ao aproveitamento da mão de obra local em nossas divisões de base. Enquanto, nós a refugamos, os clubes da região sul vêm busca-la em grande escala, debaixo dos nossos narizes. E, ela, faz sucesso, sendo demasiadamente respeitada, fora de casa.

O pior, é que entramos no processo de importação dessa mesma mão de obra, para as nossas divisões de base. – À boca pequena, fracasso total –.

Qual é a dificuldade com a nossa mão de obra? Acho, que temos muita gente competente nessa área. Sejam quais forem às dificuldades e deficiências dela, vamos trabalhar para corrigirmos, se for o caso, pois competentes na área de futebol, eles são. E, são da terra. Tudo a ver!

Não acredito que os clubes estejam buscando excelentes administradores, grandes profissionais com mestrado e doutorado em futebol. Exímios executores de programas de qualidade, lideres natos. Seria um sonho. Apenas, um sonho.

Caráter e disciplina, claro, são fundamentais. Vamos buscar gente boa, com bons princípios e principalmente que conheçam do produto futebol.

Não consigo entender, o fato de um garoto ficar nas divisões de base de um clube dos 12,13 ou 15 anos de idade, tendo seus custos, que não são baixos, bancados e quando chega aos 20 anos, hora de servir ao time de profissionais, alguém diz que ele não reúne condições para tal. Que processo de avaliação e acompanhamento é esse? Estamos jogando dinheiro pelo ralo!

Fica o alerta de quem ama o futebol e, sabe do potencial do nosso Estado, que conta com 417 municípios. Quantos profissionais, remunerados, na função de olheiros, por exemplo, a dupla BAVI tem nesse mundo de interiores? É hora de repensar os processos.

                                                     Adalberto Cunha, empresário.

 

 

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6 Respostas à postagem:

  • Moisés

    Pura veracidade o depoimento do irmão, infelizmente a situação já não era muito boa, e agora com essa crise quando iremos ver melhoras nos dois principais clubes da Bahia?

  • Marcio Neres

    Belíssimo texto. Acho que o processo está errado desde o começo, lá na prospecção desses garotos para ingressarem nas divisões de base dos nossos clubes. Os olheiros precisam ser bem treinados ter olho clínico para o futebol. Não sei quem exerce essa função no Bahia e no Vitória, mas entendo q essa função deveria ser exercida por ex atletas pois os mesmos têm melhor condição de avaliar se um garoto tem potencial. Sei que não é somente esse o problema porém acredito ser a ponta desse iceberg..

  • Djalma

    Acho que “neste momento” as divisões de Base dos dois maiores clubes daqui não se encaixam no título da coluna e nem no tema da mesma. Isto é pretérito. Tanto o Bahia como o Vitória, se equivocaram em passado recente. Mas fazendo justiça, a filosofia de Paulo Carneiro é voltar a fazer da Divisão de Base o nicho do futebol profissional. No Bahia Carlos Amadeu foi contratado como diretor e coordenador para fazer da Base Formadora uma fonte de potenciais talentos. Então, esses clubes sabem exatamente porque querem e pra que serve a Base.

    • Adalberto Cunha

      Querido amigo Djalma, talvez eu não tenha me expressado bem, ou você não tenha entendido o conteúdo do texto no todo. Não falo do sub 23. Falo das divisões de base. O sub 23 e as divisões de base são partes de um contexto. Contudo, tem objetivos diferentes e, por conseguinte, direcionamentos do mesmo modo, distintos. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Podem até se completarem, mas são distintos. Espero ter esclarecido melhor.Abraços.

  • Djalma

    Se o texto é referete ao ano passado, concordo. Atualmente não.
    Bahia contratou Carlos Amadeu como Diretor da Divisão de Base porque pretende formar um departamento muito forte como principal fonte te de alimentação do futebol profissional. Parece-me que o rival quer retomar a mesma filosofia que o caracterizou há 20 anos., ou seja, formar talentos. Caso o texto seja uma crítica ao sub-23, a ideia é caçar talentos mal aproevitados em outras regiões e prepara-los. Como se vê, são três frentes no departamento de futebol que visam dinamizar o futebol desses dois clubes e evitar a busca no mercado de jogadores caros e não raro em final de carreira.

  • Daniel Sanos Silveira

    Verdade!!! Bahia, Vitória, Sport, Fortaleza e Ceará (atuais grandes da regiào nordestina), teem que valorizar o que o que nossas terras teem de melhor, jogadores NORDESTINOS!!!

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