O dia em que um picareta aplicou um golpe em Antônio Piton utilizando o meu nome

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Em 1987 a Seleção Brasileira fez uma excursão pela Europa. O time era dirigido pelo técnico Carlos Alberto Silva e um dos destaques do time era o “baixinho” Romário. Em grande fase, o ex-atacante do Vasco era atração onde a Seleção jogava e atraia muitos torcedores brasileiros que moravam no exterior, para os estádios.

Naquela oportunidade, o Brasil começou jogando no famoso estádio Wimbledon, em Londres, e empatou por 1 a 1 com a Seleção Inglesa. Casa cheia, num dos maiores palcos de futebol do mundo. Depois a equipe brasileira foi para Dublin, na Irlanda, perdeu por 1 a 0 e encerrou a sua participação no giro internacional, goleando a Seleção de Israel por 4 a 0.

Estava comandando a equipe de esportes da Rádio Cultura (AM 1140) e fiz uma parceria com o meu amigo/irmão Dilson Barbosa, da Rádio Sociedade de Feira, e Antônio Júlio Baltazar, um dos principais nomes do rádio de Osasco, no interior de São Paulo.

As transmissões eram feitas por mim e um comentarista, pela Rádio Cultura, que por questão de ética não vou citar o nome, pois ele já morreu e aplicou um tremendo de um golpe em Antônio Piton, saudoso presidente da Federação Bahiana de Futebol. E para isso utilizou o meu nome.

Participavam das jornadas, também, pela Rádio Sociedade de Feira de Santana, o narrador Jair Cesarinho e o comentarista Dílson Barbosa, além do outro comentarista Júlio Baltazar e o repórter Toni Market, pela Rádio Osasco

Terminado o jogo contra a Seleção da Inglaterra, notamos um comportamento estranho do meu comentarista. Chegamos a falar que ele estava evitando contatos com o grupo. Mas enfim, segue o barco.

No dia seguinte, viajamos para a Irlanda, onde o Brasil faria o seu segundo jogo naquela excursão, contra a Seleção Irlandesa, em Dublin. Depois desse jogo, o tal comentarista sumiu. Deixou um envelope na portaria do hotel, com as fotos que tínhamos tirado ao longo da viagem e não apareceu para a viagem a Tel-Aviv.

Achamos estranha aquela atitude, mas vida que segue. Fomos em frente e a gente comentava (os cinco que ficaram no grupo) a atitude no mínimo estranha do cidadão.

Fomos para Israel, cobrimos o último jogo, onde a Seleção Brasileira goleou por 4 a 0 e o atacante Romário, só faltou fazer chover. Fez gols, deu assistências, foi o dono da bola.

Terminado o jogo, tomamos as devidas providências para a volta ao Brasil, e com a certeza e o sentimento de missão cumprida. Voltando para casa, eu fiquei em Salvador, Dílson e Cesarinho foram para Feira de Santana, e Júlio Baltazar e Toni Market ficaram em São Paulo.

Voltamos à vida normal. Cobertura do Campeonato Baiano, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, vida normal. Um certo dia, fui na sede da Federação Bahiana de Futebol, pois tinha marcado uma entrevista com o presidente Antônio Piton, para o nosso programa Bom Dia Bola, que tem este nome idealizado pelo grande cronista esportivo, o mestre José Ataíde. Quando cheguei na porta do Palácio dos Esportes, na Praça Castro Alves, encontro o Manu (Manuel Francisco do Nascimento). Manu tinha sido supervisor do Bahia e na oportunidade estava assessorando a presidência da Federação.

De repente, do nada, Manu me fala:

– Oh, Mário Freitas, o presidente gosta muito de você, mesmo.

– É verdade, Manu! Sempre mantive um bom relacionamento com o Piton, desde que ele tem aquele escritório ali na rua do Cabeça.

– É, mas fazer o que ele fez nesta crise, é prova de muito carinho, mesmo.

Eu fiquei sem entender e perguntei a Manu o que Piton tinha feito por mim.

– Aquele dinheiro que ele liberou para você não ficar sem transmitir o jogo em Londres.

Eu não entendi nada. E perguntei.

– Que dinheiro Manu?

– Aqueles mil dólares que você precisou para transmitir o jogo Brasil x Inglaterra. Fui eu quem fiz a transferência para o hotel que você estava hospedado em Londres, em nome do seu colega, como você pediu.

Nossa! Eu sou sempre calmo, mas perdi a cabeça no momento.

– Manu, isso nunca existiu. Mas já imagino o que aconteceu.

E subi para o gabinete de Piton. Aliás, a sede da Federação Baiana de Futebol continua no mesmo local, no chamado Palácio dos Esportes, na Praça Castro Alves.

Conversei com Piton e aí é que a ficha caiu. O tal comentarista, que estava tomando atitudes estranhas, ligou de Londres para o presidente da Federação e disse que eu estava dentro de um apartamento, não saia para nada, estava triste, porque precisava de hum mil dólares ou não transmitia o jogo Brasil e Inglaterra.

– Mário, ele me disse que você estava desolado, triste e nem condições tinha de falar comigo, e mandou ele falar, pedindo o dinheiro. Como gosto de você não podia negar. Achei estranho quando ele pediu para mandar no nome dele.

– Piton, isso é uma mentira. Ele é um mau caráter. Nunca existiu isso.

Mesmo sem ter culpa, pedi desculpas a Piton e o tal comentarista já tinha sumido. Desapareceu de Salvador. Mas, tempos depois, encontrei com ele em algum desses estádios do Brasil e disse poucas e boas. Disse na cara que ele era picareta, canalha, sem vergonha, vagabundo e ladrão.

Não sou de briga, mas me deu vontade, mesmo o tempo já tendo passado, de dar um soco na cara dele. Ele se limitou a ouvir calado e procurou sair do local onde estávamos.

O episódio em que um picareta (já está no andar de cima, ou no de baixo, quem sabe?) utilizou o meu nome para extorquir hum mil dólares do saudoso e querido amigo, Antônio Pedreira Piton, ex-presidente do Bahia e da Federação Bahiana de Futebol, foi mais uma das histórias (esta triste) que aconteceram comigo neste fantástico mundo da bola.

Marão Freitas

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