Severinho botou a moça para correr

  • 16 de junho de 2020
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No final da década de 1970, o Ipiranga, um dos times mais tradicionais do futebol baiano, foi disputar um torneio em Natal, no Rio Grande do Norte, e em João Pessoa, na Paraíba, com a participação dos clubes América-RN, ABC, Vitória, Botafogo-PB e Treze de Campina Grande.

O ‘Mais Querido’ – como o Ipiranga é carinhosamente chamado pelos torcedores mais antigos – foi convidado graças ao prestígio do presidente da época, Fernando Presídio, um dirigente que amava o futebol, trabalhava 24 horas por dia pelo clube e tinha uma grande amizade com o presidente da CBF, Heleno Nunes.

Fiquei amigo de Presídio depois que passei 24 horas ao seu lado para fazer uma reportagem para a revista Placar, a pedido de Carlos Libório, na época chefe de Redação da Editora Abril, em Salvador.

Fernando Presídio era um cartola fácil de trabalhar. Atendia sempre a imprensa e de forma cordial. Abria o jogo e, durante algum tempo, chegou a responder pela direção técnica da equipe. O tema da matéria para a Placar era, justamente este: “O cartola faz tudo”.

Graças à indicação do ipiranguense e cronista Antonio Matos, ampliei a amizade que fiz com Presídio e terminei convidado para ser o jornalista oficial da delegação nessa viagem.

O Ipiranga dirigido por Roberto Rack tinha um time formado por jogadores experientes como Iberê, Aliomar, Jair, além do jovem ponta-esquerda Severinho, revelado na Seleção de Conceição de Almeida, no famoso Campeonato Intermunicipal promovido até hoje pela Federação Bahiana de Futebol. Torneio que relevou craques como Zé Eduardo, Jorge Campos, Bobô e muitos outros.

Meu personagem nessa história será Severinho, ponta ofensivo, veloz, que ia fácil à linha de fundo e driblava com muita habilidade. Depois do Ipiranga, Severinho jogou no Bahia, Leônico e terminou a carreira justamente no América-RN, onde virou técnico e mora até hoje.

Nosso personagem se destacou também por outras qualidades.
Depois do Ipiranga ganhar do América-RN, em pleno Machadão, num domingo de muito sol na capital potiguar, os jogadores tiveram a noite livre como prêmio. Além disso, todos receberam um bom ‘bicho’.

Boleiro viajando com dinheiro no bolso e em dia de folga, já sabe qual é o programa.
Todos rumaram para a conhecida Praia dos Artistas, e eu terminei indo com eles, logo após passar a matéria para a redação.

Depois de algumas cervejas no Bar e Restaurante Charles Chaplin, o destino do grupo foi a boate de Maria Gorda, uma das mais tradicionais casas de prostituição de Natal.

Era uma espécie do 63 que existia em Salvador, na Ladeira da Montanha. E,de quebra, ainda tinha shows bem agradáveis.
Mas a galera estava mesmo a fim de se divertir e beber. Até que lá pras tantas apareceu uma morena, muito bonita, parecendo a Índia Potira, ex-chacrete do Programa do Chacrinha, na Rede Globo.

Todos ficaram doidos com a beleza estonteante da moça. Tinha um corpo perfeito e dançava como ninguém. Só que o boleiro não gosta de pagar para mulher. E ninguém ousou abordá-la.

No meio da farra, Severinho, o mais novo da turma, levantou-se e foi até onde estava a cidadã.
Só sei que logo depois o casal subiu as escadas e foi para um dos apartamentos na parte de cima da boate.
Na mesa o comentário era um só: “Nossa, Severinho se deu bem… Hoje ele vai tirar o pé da lama… A moça é muito bonita…” Esses eram os comentários.

Não demorou 15 minutos e Severinho desceu ainda arrumando a calça, gesticulando muito e falando um monte de bobagem.
Logo atrás, veio a Índia Potira tentando se explicar e também falando muito alto.
“Calma…. Não posso fazer isso…. Não é medo, não… Tenho uma filha para dar comida e se transar com você vou ficar pelo menos dois meses sem trabalhar”.

Ninguém entendeu nada. Só após um copo de cerveja, Severinho explicou o que aconteceu.
Os dois chegaram ao apartamento, ele tomou banho e quando saiu enrolado na toalha, pronto para desfrutar da bela morena, a moça desistiu.

Quando ela viu o tamanho do ‘documento’ do baixinho ficou horrorizada e decidiu que não ia transar.
“Literalmente, a puta correu do pau”, disse Severinho, se lamentando pelo fato de ter deixado de deitar com a melhor mulher da noite naquela casa.

Antonio Luiz Diniz – Jornalista

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2 Respostas à postagem:

  • José Vanilson Juliao

    O cabaré era Maria Boa. O Chaplin não tinha o Charles. E o aurinegro perdeu. E o treinador era Rack mesmo? Gostei do artigo.

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