Três decisões em cinco anos

  • 24 de agosto de 2018
  • Mário Freitas
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                                                 TRÊS DECISÕES EM CINCO ANOS

 

                                                                                                                                                                   Guilherme Guarche*

 

Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra que se chamava Bahia e foi essa indigesta pedra baiana, que, de forma surpreendente, tirou do Alvinegro da Vila Belmiro o seu primeiro título de campeão brasileiro, há quase 60 anos.

 

A bem da verdade cumpre esclarecer que houve por parte da diretoria do 'Peixe' um certo tom de soberba em relação ao time da Boa Terra, já que o próprio presidente santista pensava em definir a questão em dois jogos, ainda no mês de dezembro daquele ano de 1959, tanto que programou uma excursão pela América do Sul, com início no começo do ano seguinte.

 

E deu no que deu, já que o time da terra de Castro Alves venceu o 1º Campeonato Brasileiro, ganhando a primeira partida da final em plena Vila Belmiro, por 3 a 2, depois perdeu a segunda, em Salvador, por 2 a 0, e sagrou-se campeão, vencendo a terceira e decisiva partida no Maracanã, por 3 a 1, decepcionando os incrédulos torcedores peixeiros.

 

Na terceira edição do Campeonato Brasileiro, em 1961, o time santista ainda sentia o sabor amargo da perda do primeiro título nacional, dois anos antes, para o mesmo Bahia, que agora surgia à sua frente em nova decisão do campeonato. Era chegada a hora de devolver, com juros e correção monetária, aquela triste lembrança. E foi o que realmente aconteceu.

 

O 'Peixe' empatou a primeira partida pelo placar de 1 a 1, no estádio da Fonte Nova, na capital baiana, e depois goleou o Tricolor da Boa Terra, no estádio Urbano Caldeira, por 5 a 1, numa exibição de gala em que se redimia do resultado negativo em 1959. Além da vingança, o Alvinegro se sagrava pela primeira vez campeão brasileiro.

 

Na final da edição do quinto Campeonato Brasileiro (na época, denominado “Taça Brasil”), no ano de 1963, novamente o Alvinegro teve que enfrentar o time do Bahia, chamado carinhosamente por sua torcida de 'Bahêa', e o Santos, então já mundialmente aclamado como o maior time de futebol do planeta, atropelou a equipe da terra do soteropolitano Dorival Caymmi, vencendo a primeira partida da final pela acachapante goleada de 6 a 0, no estádio do Pacaembu, no dia em que a cidade paulistana, que completava 410 anos de fundação, recebeu como presente a exibição irretocável do ataque mágico, que t eve dois gols de Pelé, dois de Pepe, um de Coutinho e um de Mengálvio.

 

Nesse festivo dia 25 de janeiro de 1964, um sábado à tarde, “o Santos de glórias mil”, como dizia o saudoso autor e dramaturgo Plínio Marcos, foi escalado pelo técnico Luiz Alonso Perez, o Lula, com Gilmar, Ismael, Mauro, Haroldo e Geraldino. Lima e Mengálvio. Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.

 

Na partida de volta, que deu ao Santos o tricampeonato brasileiro, o Bahia foi vencido por 2 a 0, no antigo estádio da Fonte Nova, na bela Salvador, dominado pela autoridade de um time que encantava pela magia de seu futebol-arte, comandado pelo 'Rei Pelé'. Foi também essa a última vez em que as duas equipes se encontraram em decisões de títulos.

 

O primeiro jogo Santos x Bahia foi um amistoso realizado em 2 de abril de 1936, no estádio da Graça, em Salvador, e o 'Peixe' venceu por 2 x 1, gols de Raul para os paulistas e Armandinho para os baianos. O Santos, treinado por Virgílio Pinto de Oliveira, o 'Bilu', e que formou com Cyro, Neves e Agostinho. Dino, Ferreira e Jango. Sacy, Moran, Raul, Araken e Antenor, ganhou as taças 'Prefeitura Municipal' e 'Companhia Construtora Universal Ltda'. O Bahia atuou com Hamilton, Bubu e Tarzan. Nouca, Neizinho e Vanderlei. Oto, Armandinho, (Betinho), Romeu, Tintas e Moela. São os seguintes artilheiros santistas nos confrontos contra o Bahia:& ;nbs p; Pelé, 15 gols, Coutinho, 8, Toninho Guerreiro, 7,  Viola, 6 e Bruno Henrique, 4.

 

                                  *Guilherme Guarche, jornalista esportivo, escritor e autor do livro '1955 – O Começo' sobre a fase áurea do Santos Futebol Clube

 

 

 

Foto: Reprodução

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