Um Bahia como nos velhos tempos

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Se alguém perguntar a bola quem foi que a tratou melhor nesses quase 95 minutos de uma batalha épica e histórica, travada por um valente Bahia e um aguerrido São Paulo, não tenho dúvidas de que dirá o pequeno Artur.

 

Parecia um velho caso de amor. Quando ela chegava a seus pés era tratada com doçura; quando ela saia de seus pés era tocada com carinho. Jamais foi maltratada e ela foi generosa com ele no momento mais importante do jogo.

 

Assim foi do começo ao fim um jogo nervoso e tenso, para quem estava em campo, para quem sofria nas arquibancadas, para quem de longe cruzava os dedos angustiado, se agarrando a fé. 

 

Fé num Deus poderoso que na Bahia encarna na imagem do Senhor do Bonfim, mas também é Oxalá, esse orixá poderoso, soberano numa terra mística e mágica. 
E foi ele quem colocou a trave no caminho daquele chute de Helinho. Foi ele que evitou que no último lance do primeiro tempo, escanteio bem batido, a bola fosse para o fundo das redes de Douglas, já batido.

 

Estava escrito nas estrelas que essa era mais uma noite para o bicampeão brasileiro, o eterno esquadrão de aço, fazer história. A velha Fonte está renovada, até de nome mudou, virou Arena, mas continua o templo sagrado que consagrou heróis de memoráveis conquistas, a fazer do Bahêa mais que um time, uma crença,  uma devoção.

 

É possível que tenha tardado para que muitos que hoje vestem esse manto sagrado entendessem o que isso significa, mas agora não há mais o que duvidar. E os 11 guerreiros que foram a campo comportaram-se como tal.

 

E a confirmação de tudo o que é esse Bahia de tantas glórias veio aos 8 minutos do segundo tempo e dos pés dele, do menino Artur. Ele disparou com a bola num contra ataque mortal pela direita, viu a chegada do grandalhão Ernando e fez o passe. Se despediu dela como um casal de namorados. A tocou com carinho  e pareceu dizer: vai, seu destino é o gol.
Um toque sutil que fez lembrar a lenda Bobô. A zaga do São Paulo não conseguiu tirar. Vinda dos pés de Artur ela sabia que destino tomar e tocada por Ernando foi mansamente para o fundo das redes. 
Bahia 1 a 0 e nem precisava. O empate já bastava. Mas foi um prêmio para a imensa nação tricolor que voltou a encher a Fonte. Mais de 36 mil fanáticos e apaixonados por esse time. Foi noite para rir e chorar de alegria, de emoção. Noite para reviver a mística tricolor, ostentar com orgulho esse manto azul, vermelho e branco, gritar até perder a voz e amanhecer hoje sorrindo, afinal, num céu de tantas estrelas, quem sabe uma não nos cai no peito em breve? A terceira!

 

*Paulo Roberto Sampaio é chefe de Redação do jornal Tribuna da Bahia

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