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30 dias: Ronaldinho segue preso no Paraguai

Ronaldinho Gaúcho completa neste sábado, exatos 30 dias detido em uma cela da Agrupación Especializada, um quartel da Polícia Nacional do Paraguai transformado em cadeia em Assunção, preso com um passaporte falso. Além do craque, seu irmão Assis também foi preso.

Além deles, uma investigação do Ministério Público e do Ministério de Tributação (o equivalente a Receita Federal do Brasil) resultou na prisão de 15 pessoas e começou a desvendar um esquema milionário de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e produção de documentos falsos.

Enquanto a investigação avança a passos muito lentos, Ronaldinho e Assis seguem presos em Assunção. A rotina dos dois mudou ao longo desse mês. Nos primeiros dias, o assédio era intenso. Ronaldinho recebeu a visita de astros do futebol paraguaio, como Gamarra, e de outros jogadores ganhou presentes que deixaram menos dura sua vida na cadeia, como televisão, ar-condicionado, camas, frigobar. Foi alvo de tietagem de policiais e de gente que visitava o local mesmo sem ter nenhum parente preso; foi motivo de disputa entre outros presos, que o queriam como reforço para o campeonato de futebol interno. Viralizaram vídeos em que ele aparece jogando futsal e futevôlei.

Nas últimas semanas, principalmente por causa dos cuidados tomados pela administração da Agrupación Especializada depois da pandemia do coronavírus. No dia 6 de março, data da prisão, parecia inverossímil imaginar que um dos maiores jogadores da história do futebol pudesse passar seu aniversário de 40 anos numa cadeia. A data chegou – 21 de março – e Ronaldinho não pôde ter festa nem visita. Duas semanas depois, continua preso e sem perspectiva de quando será solto. Seu caso, que chegou a mobilizar o ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, hoje não causa a mesma repercussão. A policiais e guardas com quem convive não se queixa do tratamento, mas diz que não entende porque está preso há tanto tempo.

 

Foto: Divulgação / Informações: GE

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