Tiffany reage à decisão da CBV: “Não vou me calar”

A jogadora Tiffany Abreu se pronunciou pela primeira vez sobre a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de adotar novos critérios de elegibilidade para a categoria feminina nas competições nacionais. A medida, anunciada na última sexta-feira (14), impede a participação de mulheres trans que não atendam às novas exigências estabelecidas pela entidade.

A oposta do Osasco classificou a decisão como um retrocesso e afirmou que pretende buscar medidas para continuar defendendo sua participação no esporte.

“O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos”, declarou.

Tiffany, de 41 anos, destacou ainda que atua há uma década no vôlei feminino e afirmou que os efeitos da decisão ultrapassam sua situação pessoal, atingindo também clube, patrocinadores, torcida e outras atletas trans.

“Não vou me calar. E vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e prática do esporte não tenham sido em vão”, afirmou.

A CBV anunciou que passará a exigir teste genético com resultado negativo para o gene SRY como critério de elegibilidade para a categoria feminina. A regra será aplicada nas competições nacionais a partir da temporada 2026/27 da Superliga A e B, além de outros torneios organizados pela entidade.

Por enquanto, Tiffany segue liberada para disputar o Campeonato Paulista. A Federação Paulista de Voleibol informou que a competição seguirá as regras que estavam em vigor antes da nova determinação da CBV.

No sábado (15), Tiffany esteve em quadra na derrota do Osasco para o Pinheiros por 3 sets a 2, na estreia pelo Estadual. Durante a partida, recebeu manifestações de apoio de torcedores e companheiras de equipe.

Foto: Divulgação/ Vôlei Bauru

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