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A demora na fila para comprar sorvete na Dinamarca. E uma visão inesquecível

No final da década de 80, a Seleção Brasileira foi para a Europa fazer uma excursão. Na oportunidade, como os jogos eram realizados à tarde (aqui no Brasil), era muito importante a presença do rádio fazendo estas coberturas internacionais. E o meu amigo Dílson Barbosa, da Rádio Sociedade de Feira de Santana, me chamou para fazer um pool (cadeia de rádios) com ele e com a rádio dos amigos Baltazar e Toni Market de Osasco, São Paulo.

Acertamos todos os detalhes e partirmos para cobrir a excursão. Na oportunidade, lembro que houve um jogo no estádio de Rassunda, na Suécia, onde o Brasil ganhou, em 1958, o seu primeiro título de campeão mundial de futebol. Aliás, foi nesta competição que Pelé apareceu para o mundo do futebol.

Jovem ainda, com apenas 17 anos, foi um dos responsáveis pela conquista do primeiro título mundial no Brasil. Aliás, naquela Copa o mundo conheceu Pelé e Garrinha, dois fenômenos do futebol.

Naquela excursão, estava presente também o narrador Itajaí Pedra Branca, um dos maiores nomes do rádio baiano, na oportunidade cobrindo os jogos da Seleção Brasileira, para a Rádio Sociedade de Feira de Santana.

Depois do jogo da Suécia fomos para a Dinamarca. Não esqueço do calor infernal que fazia na sua capital, Copenhague. Afinal era pleno verão na Europa, onde as temperaturas sobem muito e atingem marcas, às vezes, quase que insuportáveis.

A cidade de Copenhague é uma das mais belas da chamada região da Escandinávia, na Europa. E aproveitamos um belo domingo de sol para conhecer os principais pontos de atração turística.

Como o calor estava demais, decidimos tomar sorvete em um dos lindos parques da cidade. Existia uma barraquinha onde o sorvete era vendido, e dois rapazes eram os funcionários do estabelecimento.

E a fila não estava pequena. E a ordem atrás de muitos presentes era Baltazar, Itajaí Pedra Branca, Dílson Barbosa, Toni Market e eu. Depois que o Dílson foi atendido pediram um tempo, porque haveria a troca de funcionários na barraca.

Pronto. Chegaram duas lindas meninas, creio que de idade entre 18 e 20 anos, e começaram a atender. O primeiro a ser chamado nesta nova etapa de vendas foi o Toni Market. Só que as meninas estavam sem soutien, com uma blusa folgada e com os seios à mostra. E elas não estavam nem aí para quem tivesse olhando. E os outros homens da fila também nem estavam preocupados.

Mas para mim e Market era uma novidade. A “visão” era super agradável.

– Mário Freitas, vou parar esta fila, cara, para ficar olhando os peitinhos das meninas.

Falou Market.

– Boa ideia. Vamos demorar de escolher os sabores e criar dificuldades para achar o dinheiro. Falei.

E aí, a gente perguntava o preço do sorvete (how much?) em inglês e demorávamos para escolher. A gente metia a mão no bolso da calça, da camisa, procurando o dinheiro para pagar e a galera da fila começou a reclamar. Pedindo pressa. Gritando e ensaiando vaias

Mas eu o Market estávamos interessados a esta altura não era mais no sorvete. Só que também não dava para ficar por muito tempo, porque “literalmente” engarrafamos a venda do sorvete.

Depois de aproveitar aquela “agradável cena” por alguns minutos, tivemos de ceder o lugar para quem estava atrás de nós na fila. Ficamos à parte, e vendo que nenhum homem se preocupava em olhar os peitinhos das meninas. Para eles, aquilo era normal. E as meninas não estavam nem aí.

Pensamos em entrar de novo na fila, desta vez com o Dílson Barbosa e o Júlio Baltazar, mas só que tinha muita gente e já estava ficando tarde. E precisávamos voltar para o hotel, a fim de fazer boletins para as nossas emissoras de rádio.

O dia em que uma fila para comprar sorvete em Copenhague nos proporcionou uma “bela visão para os nossos olhos”, foi mais uma das fantásticas histórias que aconteceram comigo neste fantástico mundo da bola.

Marão Freitas

 

 

 

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