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A “falsa” paixão pela jornalista Isana Pontes

Em 1983, saí do Jornal da Bahia e fui indicado para fazer um trabalho na Secretaria Extraordinária de Comunicação e Divulgação (SEID), um órgão da Prefeitura, na administração de Manoel Castro. Era a Secretaria de Comunicação de hoje, cujo secretário era Isidro Octávio do Amaral Duarte, e o titular da SEID era Paolo Marconi, jornalista que se formou na mesma turma que eu na UFBA, em 1971.

Na redação, existiam profissionais como Jorginho Ramos, Zé Olímpio, Adilson Borges, Oldemar Victor e outros. Durante o período em que estive por lá, chegou de Juazeiro a jornalista Isana Pontes. Jovem, morena, bonita, com as suas roupas folgadas e coloridas bem ao estilo de uma jovem que chega do interior para tentar o sucesso na capital.

Aliás, faz tempo que não tenho notícias da Isana. Criou a sua própria empresa e foi exercer as suas atividades no ramo da televisão: primeiro como repórter e depois trabalhou muito na área ambiental fazendo muitos projetos.

Isana trabalhou em quase todas as redes de televisão, nas suas afiliadas aqui em Salvador, como e Rede Globo, a Record, a Bandeirantes e o SBT. Sempre fazendo muito sucesso em suas participações.

A presença da bela Isana na redação da SEID chamou logo a atenção dos homens. E ela, sempre na dela, mas sabendo que fazia sucesso com a galera masculina, tocava o barco sem dar muito bola para ninguém.

Lembro que fui passar o Carnaval, na década de 80, em Porto Seguro. Como era difícil se conseguir hospedagem na cidade, acabei ficando por uma semana na fazenda do saudoso deputado José Ramos Neto, o Netinho, que era amigo de uma pessoa da família.

A fazenda ficava na estrada que liga Eunápolis a Porto Seguro, aproximadamente no quilômetro 10, no sentido de quem segue para o litoral. E por lá existiam vários animais. Um dia, resolvi fazer uma foto montado num cavalo, e até que ficou legal.

Voltando para Salvador, revelei o filme (naquela época era assim) e levei as fotos para a turma da SEID ver. Como eram muitas, não me preocupei em contar, e a galera gostou de ver . Foi passando de um para outro e no final me devolveram.

Não percebi que a foto onde estava montado no cavalo não voltou. E o tempo foi passando. Certo dia, estava na redação, o trabalho era à tarde, e Isana me chamou.

– Olha Mário, em queria te falar, faz algum tempo, mas acho que agora chegou o momento. Recebi a foto que você me mandou, com a  declaração de amor, mas no momento eu não estou querendo me relacionar com ninguém. Estou muito voltada para o meu trabalho.

Fiquei surpreso com a declaração dela, e perguntei:

– Qual foto, Isana?

Ela abriu a bolsa e me falou:

– Está até aqui comigo.

E mostrou, aquela foto onde eu estava montado no cavalo, com uma linda declaração de amor, onde eu me dizia apaixonado, e naquelas palavras eu estava demonstrando o meu sentimento de amor por ela.

– Isana, querida, não foi eu quem escreveu isso. Deve ter sido brincadeira de algum colega da redação que ficou com a foto, no dia que eu trouxe para mostrar.

-Ah, é, mas achei que já era tempo de falar com você.

Desfeito o mal entendido, peguei a minha foto de volta e agradeci a ela. O autor da sadia brincadeira nunca foi descoberto, mas fortes “suspeitas” recaíram sobre os parceiros e colegas Jorginho Ramos e Adilson Borges.

Realmente, não tive nenhum sentimento de paixão por Isana, mas sem dúvida, quando ela chegou para trabalhar com a gente, era uma gatinha e chamava a atenção de quem é do ramo.

O dia em que fizeram uma declaração para a consagrada jornalista Isana Pontes, numa foto em que eu aparecia montado num cavalo, foi mais uma das histórias que aconteceram comigo neste fantástico mundo do jornalismo.

Marão Freitas

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