A Fifa lançou em fevereiro, uma plataforma que registra a “troca de associação” dos jogadores ao redor do mundo. Às vésperas da Copa do Mundo, o portal tem ficado cada vez mais movimentado.
A Fifa diz que, ao trocar de federação, o jogador passa a ter uma “nova nacionalidade esportiva”. A partir daí, o atleta pode ser convocado pela respectiva seleção. Essa troca, porém, só ocorre depois do cumprimento de todos os requisitos previstos nos estatutos da entidade. Um tribunal deve aprovar cada solicitação.
Quase uma centena de trocas de associações foram registradas na plataforma da Fifa desde o início do mês de março. Algumas delas foram de atletas que passaram a integrar equipes que disputaram a repescagem, lutando pelas últimas vagas na Copa.
Um dos vários exemplos é a seleção do Marrocos, semifinalista da Copa de 2022 e adversário do Brasil no Grupo C em 2026. A diáspora marroquina levou diversos jogadores com raízes no país a ligas europeias, principalmente da Espanha e da França. A federação nacional, então, passou a buscar vários atletas e apresentar um projeto esportivo a eles visando uma “re-naturalização”.
Em março, a equipe contou com vários reforços que passaram a integrar a lista de possíveis convocados para a Copa do Mundo de 2026 e também de 2030, quando o Marrocos será uma das sedes.
Outros dois casos recentes de destaque são os de Maurício e Rani Khedira. O brasileiro, que atua no Palmeiras, se naturalizou paraguaio visando a próxima Copa do Mundo.
Já Rani é o irmão mais novo de Sami Khedira, meia campeão mundial com a Alemanha em 2014. No dia 4 de março, sua filiação à federação tunisiana foi publicada no portal da Fifa. Ele foi convocado e atuou no empate sem gols com o Canadá, em amistoso.













