Clube se posicionam a favor da medida sobre direito de transmissão dos jogos

Dezesseis clubes se posicionaram nesta quinta-feira (16) a favor da Medida Provisória 984, que dá o direito de transmissão de TV ao clube mandante nas competições promovidas pela CBF.

Estão de acordo: Athletico (PR), Atlético-GO, Atlético-MG, Bahia, Ceará, Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fortaleza, Goiás, Internacional, Palmeiras, Bragantino, Santos, Sport e Vasco. Todos são clubes participantes da Série A. Não se posicionaram, São Paulo, Grêmio, Fluminense e Botafogo.

O manifesto, publicado nas redes sociais de alguns dos clubes participantes, traz alguns pontos que explicam a tomada de posição.

Manifesto publicado por 16 clubes da Série A — Foto: Reprodução

O que os clubes publicaram:

  1. “Porque o torcedor é diretamente beneficiado. A MP acaba com os “apagões”, isto é, os jogos sem nenhuma transmissão, que ocorriam quando um canal tem o direito de um time e outro canal tinha o direito do outro. A situação anterior impedia, por exemplo, que mais da metade dos jogos do Campeonato Brasileiro fossem exibidos na TV fechada. Com mais partidas sendo exibidas, teremos um futebol mais democrático, mais acessível e mais barato.
  2. Porque ela empodera os clubes a negociar seus direitos e incentiva a união entre as equipes. Esse formato prevalece nos principais mercados de futebol do mundo. O Brasil está pronto para esse passo libertador, que certamente será o ponto de partida para outros aprimoramentos. Com a MP, quanto mais os clubes estiverem unidos, mais vão ganhar.
  3. Porque a concorrência vai aumentar. O modelo que vigorava no Brasil gerou concentração do futebol nas mãos de poucos investidores. Consequentemente, não alcançou todo o seu potencial e ainda gerou distorções no seu modelo de distribuição. A MP viabiliza a entrada de novos investidores no mercado, sem afastar os atuais, aumentando a disputa. E isso é bom para os clubes e melhor ainda para o torcedor.
  4. Porque devemos seguir o exemplo de quem fez e deu certo. A legislação anterior tinha mais de 50 anos e não refletia uma forma moderna de negociação dos direitos esportivos. A ampliação de investimentos gera aumento de receitas para os clubes, viabilizando a manutenção dos nossos craques por mais tempo no país, além do investimento em estrelas internacionais.
  5. Em resumo: os torcedores ganham com o fim dos apagões de jogos, com mais craques em campo e com um melhor espetáculo no Brasil. Os clubes ganham com mais liberdade e receitas. E o país ganha com os clubes mais sólidos financeiramente, maior geração de empregos e crescimento de impostos pagos aos governos. Por todas estas razões, APOIAMOS a MP 984/2020 e pedimos a sua CONVERSÃO imediata em Lei!
O presidente Jair Bolsonaro assinou no último dia 18 de junho a Medida Provisória que muda as  regras de transmissão de jogos no Brasil. O texto diz que passa a pertencer apenas ao clube mandante o direito de arena e transmissão dos jogos sob o seu mando de campo.

Atualmente, a lei diz que o direito de arena pertence aos dois clubes envolvidos em cada jogo. Na hipótese de eventos sem definição de mando de campo, a MP diz que a transmissão vai depender da concordância dos dois clubes que estiveram em ação.  Foto: Divulgação

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