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EXCLUSIVO: Felipe Derschum e o sonho de participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio

A pandemia do Covid-19 atrapalhou o planejamento do mundo esportivo na temporada 2020. Sem jogos, campeonatos e eventos, a queda na arrecadação mundial deve chegar a US$ 15 bilhões, cerca de R$ 78,8 milhões, segundo projeção da Sports Value, especialista em marketing e finanças esportivas.

Principal evento do ano, programado para o dia 24 de julho, a olimpíada de Tóquio também foi adiada para 2021. Com isso, muitos eventos classificatórios para os jogos também foram adiados e os atletas sofrem com o impacto desta lacuna existente em 2020.

Com tudo preparado para participar das eliminatórias, o canoísta de velocidade, Felipe Derschum, viu o seu sonho de participar dos jogos de Tóquio se distanciar.

“A Confederação Brasileira de Canoagem – CBCA, que rege a canoagem de velocidade, já tinha adiado tanto a Copa Brasil e o Pan-americano, antes mesmo de já haver o adiamento das Olimpíadas. De qualquer forma a gente continuou treinando, mas quando o adiamento oficial das Olimpíadas foi anunciado, a gente parou nosso ciclo de treinamento que era planejado, e começamos basicamente do zero. Estamos na expectativa que o Campeonato Brasileiro, que estava marcado pra setembro em Brasília, seja em novembro. Então a gente fez a periodização de treinamento pra chegar ao meu auge nessa fase. O classificatório para os Jogos Olímpicos seja ano que vem também com Pan-americano mais ou menos nessa data aí de entorno de abril”, disse ao Em Cima do Lance.

Sem patrocínio, o baiano de 29 anos, treina e assume o investimento esportivo por conta própria. Nutricionista clínico e esportivo, adepto ao estilo vida saudável, Felipe treina em local secreto, evitando contato com terceiros, por causa da pandemia do Covid-19.

“De qualquer forma, a gente continua treinando. Eu pego meu barco e vou pra uma Lagoa que não tem ninguém. Basicamente, o contato que eu tenho é só com o treinador. Moro sozinho, não estou no grupo de risco. Então não vi problema. Além do treinamento de água, a gente faz alongamento. A parte de força, que é em academia fechada, não estou conseguindo fazer”, pontuou.

“Estou usando basicamente dinheiro da minha poupança para financiar o meu projeto. Tinha me programado também para pleitear o apoio do Governo do Estado com o programa Faz Atleta. O projeto já está protocolado. Só que eles tinham um cronograma de aprovação no final de março. Era para estar recebendo agora em abril. Iria investir na compra de equipamentos, pagar o treinador, comprar suplementos. Com a pandemia, o projeto ainda não foi aprovado. Sem contar também que eu estava com a expectativa de conseguir a classificação e receber também o apoio financeiro, talvez da CBCA ou do Comitê Olímpico Brasileiro. Entendeu então a minha vida financeira. Agora vou ter que me reprogramar. Estou meio perdido de como vou fazer minha situação financeira e, principalmente, sem saber a previsão dessa dinheiro”, lamentou.

Com o adiamento dos jogos, os atletas estarão um ano mais velhos. Para Felipe, isso não é problema.

“Na modalidade de canoagem de velocidade, principalmente na minha categoria, de mil metros, é a faixa etária de mais ou menos entre 29, 30 e 32 anos. Então eu estou nessa! Eu acho que um ano não faz muita diferença no desempenho físico. Agora tem alguns atletas, por exemplo, de Portugal, Emanuel Silva. Ele tem 34 anos, e acho que faz uma diferença maior do que pra mim, que tenho 29. Essa questão da idade depende muito da modalidade. Por exemplo, na ginástica olímpica influencia bastante. Pra finalizar, com o adiamento dos jogos eu vou ter mais tempo pra conquistar alguns apoios, que eu preciso e muito! Me mantenho motivado todo dia!”, concluiu.

 

Para ajudar o atleta baiano, entrem em contato com o telefone (71) 9 9973-9599.

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