Apesar da estreia em 1938, foi somente na final da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, que o uniforme azul ganhou status histórico. Impedido de atuar com a tradicional camisa amarela contra os anfitriões, o Brasil voltou a recorrer ao azul, agora de maneira organizada e carregada de simbolismo.
Só havia duas seleções naquela Copa do Mundo que tinham o amarelo como a cor de seu uniforme principal: justamente Brasil e Suécia. A etiqueta da época sugeria que os anfitriões vestissem um uniforme alternativo, mas os escandinavos não fizeram essa concessão. Após sorteio, foi definido que a Seleção Brasileira não vestiria a Amarelinha.
Acontece que o segundo uniforme brasileiro, branco, remetia à derrota de 1950, e aí a superstição entrou forte em campo. O roupeiro Francisco de Assis foi incumbido de buscar um novo kit para o grupo, e achou o manto azul hoje eternizado.
Na véspera da partida, tentando confortar os jogadores, o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, lembrou em discurso que azul era a cor de Nossa Senhora Aparecida. Não só isso: todos os países que, antes, haviam jogado a final da Copa com esta cor, terminaram campeões.

















