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Já curado, Leandrinho diz que parto da filha precisou ser antecipado por conta do coronavírus

O ala Leandrinho confirmou nesta segunda-feira (27), em entrevista ao jornal norte-americano New York Times, as especulações de que teria sido o primeiro atleta do esporte brasileiro a contrair o novo coronavírus.

Já curado, o jogador do Minas Tênis Clube revelou que o parto da filha, Isabela, precisou ser antecipado diante do risco de que a esposa dele, a modelo internacional Talita Rocca, também estivesse infectada, como de fato estava.

“Eu não sabia o que fazer. Eu apenas disse pelo telefone: ‘Escuta, você vai quer que fazer isso sozinha’. Falei para minha esposa: ‘Pense no bebê, não em mim”, contou o jogador, que assistiu ao nascimento da terceira filha pelo aplicativo de vídeo FaceTime.

Quando os campeonatos pelo mundo à fora começaram a ser paralisados, o NBB decidiu realizar partidas com portões fechados, sendo muito criticado por isso. Leandrinho foi um dos jogadores que precisaram entrar em quadra no dia 14 de março, em duelo contra o Corinthians. No dia seguinte o torneio foi paralisado, mas os times continuaram treinando, inclusive o Minas. Dali dois dias, depois de treinar, o jogador começou a sentir os sintomas.

“Aquela noite foi a pior noite da minha vida. Senti que eu ia morrer. Eu estava com muita febre. Minha cabeça estava doendo demais. Meu nariz parecia estar fechado. Senti muita dor nas costas, não consegui encontrar uma posição para me deitar. Eu já tinha febre. Eu já tinha dores de cabeça. Senti dor em todo o corpo quando estava doente, mas nada parecido com isso. O que quer que eu sinta, eu sempre luto. Isso é apenas algo que aprendi quando cheguei à NBA. Mas naquela noite foi algo difícil de lidar. Porque era diferente”, contou ao jornal americano.

O resultado positivo para Covid-19 veio no dia 21 de março. Faltavam seis dias para que Talita desse a luz, pela previsão dos médicos, mas diante do risco de ela também estar infectada, a opção foi realizar o parto o quanto antes. Isabela nasceu saudável, em um hospital de São Paulo, no dia 22. Depois de cumprir quarentena, Leandrinho só a conheceu duas semanas depois. A própria mãe só pôde pegar a criança no colo no dia seguinte.

O jogador agradeceu ao motorista da família, Fabiano da Silva, por cuidar dele na noite dos primeiros sintomas e por dirigir cerca de seis horas para levá-lo até São Paulo, onde permaneceu na casa do irmão Marcelo. “A mãe da Talita não pegou o corona. Meu irmão não pegou o corona. Meu motorista não pegou o corona. Só eu e minha esposa, cara. Você consegue acreditar?”, questionou Leandrinho.

Reprodução: UOL

(Foto: Divulgação/CBA)

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