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Morre aos 92 anos, a lenda Mário Jorge Lobo Zagallo

Morreu no Rio de Janeiro, na sexta-feira (5), aos 92 anos, a lenda Mário Jorge Lobo Zagallo, o único tetracampeão mundial de futebol. A informação foi confirmada pela assessoria do ex-jogador.

Zagallo estava internado desde o fim de dezembro em um hospital do Rio de Janeiro. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

“É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo”, diz a nota publicada pela família.

Nascido em Maceió, Alagoas, em 9 de agosto de 31 – 13 ao contrário – chegou ao Rio de Janeiro com apenas oito meses de idade. A família se estabeleceu pelas ruas da Tijuca, Zona Norte da cidade, próximo ao rubro América. Pelas calçadas da Praça Afonso Pena, o garoto assumiu o gosto pela bola. E, destemido, decidiu: seria jogador de futebol.

Como ponta-esquerda e começou nas categorias amadoras do America-RJ. No clube do coração, conquistou seu primeiro título, o Campeonato de Amadores do Rio de Janeiro. Também conquistou o Torneio Início do Campeonato Carioca, em 1949.

Um ano depois, foi transferido ao Flamengo. Pelo Rubro-Negro, foi tricampeão do Carioca, entre 1953 e 1955. Mas, logo após a Copa do Mundo de 1958, assinou com o Botafogo, onde conquistou dois títulos estaduais, a Taça Brasil e atuou ao lado de Garrincha, Didi e Nilton Santos.

Os títulos pelos clubes cariocas chamaram a atenção e os olhares da Seleção Brasileira a Zagallo, que atuou na conquista das Copas de 1958 e 1962.

Zagallo pendurou as chuteiras em 1966 e iniciou a carreira como técnico nas categorias de base do Botafogo. Com passagens como treinador pelo Glorioso e pelo Flamengo, o Velho Lobo, como passou a ser conhecido posteriormente, também treinou o Vasco da Gama, o Fluminense, Bangu, Portuguesa e o Al-Hilal, da Arábia Saudita.

A relação de Zagallo com a Seleção Brasileira também teve sequência após a aposentadoria como jogador. O treinador comandou a Canarinho nas conquistas de 1970 e 1994, título este que o sagrou como o único tetracampeão da Copa do Mundo. Seu último trabalho foi em 2006, como parte da comissão técnica de Carlos Alberto Parreira.

Foto Divulgação CBF

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