As denúncias contra Samir Xaud, que estaria bancando viagens de supostas amantes com recursos da CBF, fizeram o presidente da entidade se distanciar da seleção ao menos momentaneamente. Ele não definiu ainda se vai ao próximo jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra o Haiti, nesta sexta-feira, na Filadélfia.
Xaud pegou um voo a Orlando, na Flórida, na segunda-feira, mesmo dia em que uma reportagem publicada pelo site LeoDias mostrou que o cartola roraimense teria usado dinheiro da CBF para levar uma suposta amante aos EUA para acompanhar a Copa do Mundo e uma outra mulher a Doha, no Catar, ano passado. A CBF nega irregularidades.
O presidente da CBF resolveu manter distância da base da seleção brasileira nos EUA, em Morristown, Nova Jersey, e se mudou para uma casa em Orlando com a família. Xaud está acompanhado da mãe, da irmã e da esposa.
Um grupo de presidentes de federações também está em Orlando desde o início do Mundial, em viagem bancada pela CBF sob o argumento de que os cartolas fazem nos EUA uma “imersão” com executivos de ligas esportivas americanas. Os dirigentes vão acompanhar os três primeiros jogos do Brasil no Mundial e já estiveram no MetLife Stadium, em East Rutherford, no sábado passado.
Sobre as acusações sobre Xaud, a CBF disse que “as despesas realizadas pela entidade são vinculadas exclusivamente às atividades institucionais da CBF e despesas particulares dos dirigentes são arcadas pelos próprios. A atual gestão da CBF tem como pilares a transparência, a responsabilidade administrativa e o compromisso com a integridade”.
Foto CBF














