Rogério Ceni comemora bicampeonato, mas ainda lamenta eliminação na Libertadores

O técnico Rogério Ceni comemorou a conquista do título estadual pelo Bahia, mas deixou claro que a vitória não apaga completamente a frustração pela eliminação precoce na Copa Libertadores da América. Após o triunfo por 2 a 1 sobre o Vitória, o treinador avaliou o momento da equipe e reconheceu que o desempenho do time ainda está abaixo do apresentado na temporada passada.

Na entrevista coletiva após o Ba-Vi decisivo, Ceni admitiu que o futebol apresentado pelo Tricolor em 2026 não tem sido tão vistoso quanto em 2025. Segundo ele, a equipe ainda busca recuperar o nível técnico que marcou o time anteriormente.

“Nós caímos um pouco de produção do ano passado para esse ano. Não conseguimos repetir o jogo vistoso, bonito”, afirmou o treinador.

Apesar da autocrítica, o comandante destacou que o time tem conseguido competir e que alguns jogadores começam a reagir individualmente ao longo da temporada. Um dos exemplos citados foi o volante Jean, que marcou dois gols na final e ganhou destaque na decisão.

O Bahia teve dificuldades na etapa inicial da final e chegou a ser vaiado pela torcida na Arena Fonte Nova. No entanto, a equipe reagiu no segundo tempo e conseguiu a virada que garantiu o bicampeonato estadual.

“Torcedor vem para extravasar, gritar gol, comemorar, abraçar, beijar. Essa é a vida do futebol. Eu entendo tudo isso, não acho que a vaia atrapalha, mas tira a confiança às vezes. As mudanças taticamente foram importantíssimas, mas falei para eles que se tivéssemos calma para construir passo a passo o resultado o torcedor estaria do nosso lado. Torcedor veio junto com o gol cedo. Torcedor é fundamental para a gente ganhar”, disse.

Ceni comentou o clima no estádio e reconheceu a pressão vinda das arquibancadas, reflexo direto da recente eliminação do clube na fase preliminar da Libertadores. Mesmo entendendo a frustração dos torcedores, o técnico ponderou que o ambiente de vaias pode dificultar o desempenho dos jogadores.

Com a vitória no clássico Ba-Vi, o Bahia chegou ao 52º título do Campeonato Baiano e conquistou o bicampeonato estadual, resultado que ajuda a aliviar a pressão sobre o elenco após a queda no torneio continental.

“A Fonte Nova com 48 mil, não foi recorde, vamos ter que bater quarta-feira, som fantástico da torcida, não deixa você falar com o jogador. Juro que eu queria [continuar na Libertadores], competição que mais adoro, mas não conseguimos. Se for morrer por isso não vou desenvolver em outros aspectos. Vamos lutar muito para que ano que vem estejamos pela terceira vez nela. Agradecer pelo carinho dos torcedores, fazem a diferença, são fundamentais. Atmosfera diferente de tudo, a gente queria estar na Libertadores, mas essa é a realidade de hoje”.

Ainda assim, Ceni reconheceu que a eliminação internacional segue como uma ferida recente para o clube e para a torcida. O treinador afirmou que o grupo continua trabalhando para recuperar a confiança e evoluir ao longo da temporada.

“É um pecado ter saído da Libertadores, rota que foi traçada, mas temos que continuar. Perder faz parte, desistir que não deve fazer parte”.”É um pecado ter saído da Libertadores, rota que foi traçada, mas temos que continuar. Perder faz parte, desistir que não deve fazer parte”.

Depois do 52º título conquistado pelo Bahia, os rivais voltam a ficar frente a frente na próxima quarta-feira, desta vez em compromisso válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. A partida marcada para as 20h (horário de Brasília) também vai ser disputada na Arena Fonte Nova, com torcida única do Bahia nas arquibancadas.

Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

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