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Uma inesquecível noite na fantástica São Francisco da Califórnia

Em 1976 fui cobrir o Torneio Bicentenário dos Estados Unidos para a Rádio Excelsior da Bahia (AM-840) e para o extinto Jornal da Bahia. Foi a minha primeira viagem ao exterior. Lembro que viajei junto com o narrador Nilton Nogueira, o comentarista Edson Almeida, e fizemos as transmissões em cadeia com a Rádio Clube de Pernambuco.

Na final, em jogo realizado na cidade de New Haven, próxima a Nova York, o Brasil goleou a Itália, com um show de bola de Zico, Neca, Givanildo e outros. O placar final foi 4 a 1. A competição teve a participação também da Seleção dos Estados Unidos e da Inglaterra.

Numa folga da competição, aproveitamos para conhecer a cidade de São Francisco da Califórnia. Aliás, uma das cidades mais lindas do mundo. Lembro que nesta cobertura internacional, conheci o Sérgio Toniello, que fazia a cobertura para o Zero Hora, um dos mais importantes jornais do Rio Grande do Sul. Depois, quis o destino que o Toniello viesse para Salvador e se tornasse um grande parceiro no Jornal da Bahia. E depois o lancei como comentarista na Equipe Alto Astral, na Rádio Excelsior.

Numa noite do mês de maio (lá tem um fuso de 3 a 4 horas a menos, dependendo da estação do ano), eu, Nilton Nogueira e Sérgio Toniello decidimos conhecer a Golden Gate Bridge, uma das pontes mais famosas do mundo, cartão postal da Califórnia e considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno. A ponte liga São Francisco a Sausalito.

Contratamos um táxi, e o falecido Osvaldo Brandão, que era o técnico da Seleção Brasileira na competição, estava na recepção do hotel. Resolvemos chamá-lo para dar este passeio, e ele topou na hora.

Antigamente, a cobertura era mais fácil. Atualmente, você não consegue entrevistar nem jogador de clube, imagine fazer um passeio com um técnico do nível do consagrado Osvaldo Brandão.

E lá fomos nós, já por volta das 23 horas, conhecer a Golden Gate. E de repente, eu pensei, um menino humilde de Santo Amaro, estar passeando de carro por um dos cartões postais do mundo, em companhia de um consagrado técnico de futebol. E da Seleção Brasileira.

Foi uma noite inesquecível na minha vida pessoal e profissional. E não perdi a oportunidade para pedir ao técnico uma opinião sobre Osni e Mário Sérgio, que na época estavam atravessando uma grande fase no Vitória. Lembro que ele respondeu:

– Com todo respeito a vocês baianos, com o futebol que esses rapazes estão jogando, vão ficar por pouco tempo na Bahia.

E não deu outra. O velho Osvaldo Brandão estava certo. Pouco tempo depois, os dois foram vendidos. Osni foi para o Flamengo e Mário Sérgio para o Fluminense do Rio.

A noite em que conheci a famosa e belíssima Golden Gate ficou marcada para sempre na minha memória. Depois voltei mais duas vezes a São Francisco, mas não para fazer cobertura esportiva. Apenas para aproveitar as belezas desta que é sem dúvida, uma das mais lindas cidades do mundo com os seus famosos bondinhos (os cable cars) e a não menos famosa cadeia de Alcatraz.

Esta foi mais uma das histórias que aconteceram comigo no fantástico mundo da bola.

Marão Freitas

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