O técnico Rogério Ceni promoverá a mudança do cobrador oficial de pênaltis para os próximos jogos. Após o empate em 1 a 1 com o Vitória, no clássico Ba-Vi disputado na Arena Fonte Nova, Ceni indicou que o atacante Willian José deve deixar temporariamente a função.
A partida, válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro Série A, teve pênalti desperdiçado pelo atacante ainda no primeiro tempo. Depois disso, o Vitória abriu o placar com Ramon, enquanto o Bahia buscou o empate com Jean Lucas.
Em entrevista coletiva após o Ba-Vi 507, Ceni lamentou o erro na cobrança e revelou que avalia dar um tempo ao camisa 9 nas penalidades.
“Eu acho que é um número grande de pênaltis perdidos. Se são quatro de dez eu não sei. Acho que ele até fez dois em rebotes. Acho que às vezes você tem que dar um tempo, claro. Colocar outro jogador para bater, vamos tentar preparar alguém, parar por um ou dois pênaltis”, indicou Ceni.
O treinador também destacou que a confiança do atacante pode ter sido afetada, apesar do histórico positivo em cobranças decisivas pelo Tricolor.
“O atleta pode perder confiança na batida de pênalti. Ele já bateu pênaltis muito importantes para a gente e fez gols. Mas foi um detalhe muito importante, o Vitória teria que vir para frente, teríamos mais espaços. E perder o pênalti dá uma baixada, demora para voltar para o jogo. Temos Juba que bate bem, Everaldo quando está em campo. Nestor bateu bem os últimos. Vamos treinar também. Willian bate muito bem nos treinamentos, mas a confiança pode ter baixado um pouco”, completou.
Na avaliação de Ceni, o Bahia demorou a entrar na partida, mas cresceu ao longo da primeira etapa e criou as melhores chances antes do intervalo.
“Acho que nem fizemos um primeiro tempo tão bom. Os primeiros 15 minutos não tivemos muita produção. Depois disso, sim. Tivemos o pênalti, acho que sentimos não ter feito o pênalti. Depois comandamos o jogo, bola na trave, defesas do Arcanjo, passamos a ter o controle do jogo”, analisou.
O treinador também lamentou o gol sofrido, que considerou semelhante ao do clássico anterior, na final do Campeonato Baiano.
“O gol sofrido muito parecido com o do jogo passado, bobeamos no rebote, erro de posicionamento. Tivemos oportunidade de matar o contra-ataque no campo de defesa, depois praticamente demos uma assistência para o gol. O primeiro tempo teve infiltração, troca de passes, controle, tudo que podia ser feito”.
Segundo ele, a queda de rendimento na etapa final esteve ligada ao desgaste físico e ao número reduzido de opções no banco.
“No segundo tempo caímos de energia, não fomos tão brilhantes. Mas o jogo poderia ter sido decidido no primeiro tempo. O time cansou no fim do jogo. Hoje com menos peças para mudar, mas não posso reclamar da dedicação de todos. Jogamos melhor que o adversário, controlamos bem, mas não conseguimos o segundo gol para matar. O gol ainda é uma dificuldade para a gente”.
O time comandado por Rogério Ceni volta a campo neste domingo pela sexta rodada do Brasileirão. O Bahia visita o Sport Club Internacional às 16h (de Brasília), no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.
Foto Rafael Rodrigues / Bahia
















