Lewis Hamilton descartou a possibilidade de receber tratamento preferencial dentro da Ferrari e defendeu que a equipe trabalhe pela união entre ele e Charles Leclerc. A declaração acontece em meio ao aumento da tensão entre os dois pilotos após os episódios recentes nas pistas e às discussões sobre uma possível adoção de ordens de equipe.
O clima ficou mais pesado depois do GP da Itália, em Monza. Logo na largada, Leclerc fechou Hamilton na disputa por posição e obrigou o britânico a passar pela brita. Hamilton perdeu várias colocações e, depois da corrida, discordou da tentativa do companheiro de dividir a responsabilidade pelo lance. O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, admitiu que a equipe pode estabelecer limites mais claros para evitar novos prejuízos.
Apesar do episódio, Hamilton não quer que a Ferrari escolha um piloto para receber prioridade. O heptacampeão entende que a reação da escuderia passa pelo trabalho conjunto e pela capacidade de administrar a disputa interna sem transformar Leclerc em adversário dentro da própria equipe.
A Ferrari ocupa a segunda colocação no Mundial de Construtores, com 346 pontos, contra 468 da Mercedes. Hamilton terminou o GP da Itália na sexta posição, enquanto Leclerc abandonou depois de bater na Parabolica. A Fórmula 1 volta às pistas neste fim de semana para o GP da Espanha, em Madri.
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