No estádio de São Januário, o Bahia sucumbiu ao Vasco por 3 a 1, resultado que revela mais falhas estruturais do que meras contingências — mas para o técnico Rogério Ceni, o grande vilão foi a arbitragem.
O mau desempenho coletivo do time não pode ser apagado por denúncias de favorecimento. Mesmo assim, Ceni reclamou com veemência: “jogar 60 minutos com um a menos e com o VAR totalmente favorável ao time da casa”. Ele questionou critérios distintos entre lances que prejudicaram o Bahia e momentos aparentemente ignorados em favor do Vasco.
Se a arbitragem tivesse, de fato, influído no resultado, isso não exime a parte técnica de explicações. O tricolor sofreu dois gols de bola aérea — questão ele próprio reconheceu como ponto frágil — e não sustentou o resultado após a expulsão de Jean Lucas no primeiro tempo.
Quando o técnico insiste em culpar “quem está lá em cima”, “o cara no ar-condicionado do VAR”, ele escapa do foco principal: estratégia, preparo, correção de erros durante o jogo.
Bahia precisa mais que discursos. Precisa de soluções táticas, ajustes imediatos e comando coerente. Reclamar da arbitragem já virou choradeira repetida — e não convence mais ninguém no torcedor que vê o time empilhar atuações apagadas.
Flávio Gomes é jornalista e colaborador do EM Cima do Lance

















Uma resposta
Rigerio tem razão, pois a arbitragem foi, de fato, muito ruim: Jean Lucas foi expulso corretamente. Mas ainda faltaram ser expulsos, pelo Bahia, Sanabria e Resende. Pelo Vasco, faltou a expulsão do Barros, por falta no rosto de Juba, em lance parecido com o de Jean Lucas. Diante disso, ao Bahia. antes de reclamar do apito, falta fazer uma auto-análise, do que está ocorrendo. A eliminação da Copa do Brasil, em que pese a atuação muito frágil, sobretudo taticamente, não pide arrastar o time oara a sarjeta.