O Bahia saiu do Maracanã com um resultado duro, mas, mais do que a derrota por 2 a 0 para o Flamengo, ficou a sensação de que o time se perdeu em momentos decisivos do jogo. Dentro de campo, faltou conexão, sobrou erro e isso custou caro.
Quem traduziu esse cenário foi o auxiliar Charles Hembert, que esteve à beira do campo na ausência de Rogério Ceni. Sem rodeio, ele apontou onde o time falhou e deixou claro que o problema não foi só técnico, mas também de comportamento em campo.
“Não foi um jogo fácil. Como falei, erramos demais nas aproximações técnicas e nos passes. Nesses jogos fora de casa contra adversários tão grandes, não podemos deixar tantas aproximações.”
A análise expõe um ponto crítico: o Bahia não conseguiu sustentar a posse nem respirar no jogo. Cada recuperação de bola virava um novo problema.
“O segundo tempo o jogo começou a escapar da gente, com muita transição e contra-ataques cedidos.”
Em meio ao cenário negativo, surgiu um sinal positivo que o torcedor pode se apegar. O goleiro Léo Vieira foi o nome da noite e evitou um prejuízo ainda maior.
“Ele teve pouquíssimo tempo de adaptação, fez três treinos e jogou logo em seguida.Tem passado confiança.”
Agora, o Bahia precisa reagir rápido. O próximo compromisso é pela Copa do Brasil, na Fonte Nova, diante do Remo, algoz da pior derrota sofrida na temporada.
“Sabemos que o torcedor estará com a gente para lotar o estádio.”
Foto: Letícia Martins/EC Bahia
















