Corinthians corre para negociar dívida com Memphis

O Corinthians voltou a procurar Memphis Depay, mas desta vez o assunto não é renovação de contrato. Depois de desistir da permanência do atacante holandês, a diretoria tenta chegar a um acordo para o pagamento da dívida deixada pelo vínculo anterior e evitar mais um transfer ban imposto pela Fifa.

O clube fez um primeiro contato com representantes de Memphis e apresentou a possibilidade de manter as condições que haviam sido acertadas durante as negociações para a renovação. Pelo acordo que acabou não sendo assinado, a dívida seria fixada em R$ 42 milhões e paga em quatro parcelas semestrais de R$ 10,5 milhões, com a primeira prevista para fevereiro de 2027.

O problema é que, sem o novo contrato, a situação financeira ficou mais pesada. O Corinthians calcula que o débito possa chegar a aproximadamente R$ 77 milhões, considerando multas, juros e outros encargos previstos no vínculo anterior.

A preocupação da diretoria é impedir que a cobrança seja levada à Fifa. Caso Memphis decida recorrer à entidade e consiga uma decisão favorável, o Corinthians corre o risco de receber outra punição que impeça o registro de novos jogadores.

A situação aumenta a pressão sobre a administração do clube. Atualmente, o Corinthians já possui três transfer bans ativos, relacionados a dívidas que, somadas, giram em torno de R$ 21,5 milhões.

O clube paulista convive há meses com problemas financeiros e dificuldades para regularizar compromissos assumidos em contratações e contratos. Em julho, por exemplo, uma das punições estava relacionada à dívida com o Philadelphia Union pela contratação do volante José Martínez.

Memphis deixou o Corinthians após o encerramento do contrato e o fracasso das negociações para uma renovação. Agora, mesmo sem o holandês no elenco, a passagem do atacante continua provocando impacto direto nas contas do clube.

A missão da diretoria é convencer o jogador e seus representantes a aceitar o parcelamento anteriormente negociado. Um entendimento evitaria uma cobrança imediata de valor muito maior e, principalmente, reduziria o risco de o Corinthians ganhar mais um problema na Fifa.

Foto Marcos Ribolli

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