A derrota para o Athletico-PR aumentou a pressão no Santos, mas Cuca não pensa em abandonar o barco. Após o revés por 2 a 0, na Vila Belmiro, o treinador descartou pedir demissão e afirmou que uma mudança no comando não resolveria os problemas enfrentados pelo clube.
O resultado pela 22ª rodada do Brasileiro colocou o Santos novamente na zona de rebaixamento e provocou protestos dos torcedores. Mesmo diante do cenário complicado, Cuca defendeu a continuidade do trabalho.
“Trocar o comando não resolverá os problemas”, afirmou o treinador.
Cuca argumentou que deixar o cargo neste momento não seria uma solução para o clube e ressaltou a necessidade de buscar alternativas para melhorar o desempenho da equipe.
O treinador também chamou atenção para as limitações do elenco. O Santos disputa simultaneamente o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Sul-Americana, situação que aumenta o desgaste dos jogadores disponíveis.
Outro problema está fora das quatro linhas. O clube enfrenta um transfer ban e precisa resolver a situação para voltar ao mercado e contratar reforços.
Cuca cobrou uma solução da diretoria e deixou claro que considera necessária a chegada de novos jogadores para encarar a sequência da temporada.
Dentro de campo, os problemas também são evidentes. Sem Neymar diante do Athletico-PR, o Santos voltou a apresentar dificuldades ofensivas e cometeu erros defensivos que facilitaram a vitória do adversário.
A dependência do camisa 10 virou mais uma preocupação. Sem sua principal referência técnica, a equipe tem encontrado dificuldades para manter o mesmo nível de atuação.
A situação no Brasileiro aumenta a cobrança. O Santos retorna ao Z-4 justamente quando precisa dividir suas atenções com duas competições eliminatórias.
Apesar da pressão, Cuca mantém o discurso de confiança na recuperação e indica que pretende continuar à frente da equipe.
A diretoria, por sua vez, terá que agir rapidamente para diminuir a pressão sobre o treinador e o elenco.
No Santos, trocar o técnico, segundo Cuca, não é a saída. O desafio agora é encontrar uma solução antes que a luta contra o rebaixamento fique ainda mais complicada.
Foto: Bruno Gutierrez












