Edson Marinho: de Feira para o sucesso em Salvador

Edson da Silva Marinho, nasceu no dia 31 de maio de 1960, e começou no rádio aos 18 anos de idade, na Rádio Carioca de Feira de Santana, como cobrador. De cobrador, foi para o Departamento Pessoal. Ele já estava se formando em contabilidade no Colégio Estadual de Feira de Santana, e ficou por pouco tempo no escritório, porque os botões mexeram mais com o seu coração. Foi ser operador de áudio, e, também, discotecário, com acumulo de função, na função.

Cresceu e, teve uma evolução muito grande como operador, e logo foi pra Rádio Subaé, e FM Nordeste. Daí, por volta de 1981, no finalzinho de 81 para 82, para Rádio Sociedade da Bahia.

Saiu de Feira de Santana pra ir para Aratu FM, e no meio do caminho quem estava o levando, Sérgio, terminou entrando no complexo no Sistema Nordeste de Comunicação, na época, e dentro deste Sistema Nordeste de Comunicação não saiu, ficou empregado e já treinando por volta das 13:30h, mais ou menos.

Como seu salário em Feira de Santana, era um salário maior do que o que a Rádio Sociedade da Bahia pagava, eles o colocaram pra fazer rádio e televisão, convidaram pra fazer televisão, sendo que ele nunca tinha entrado numa televisão. Mas foi pra TV Itapoan, e fazia doze horas: seis horas na Rádio Sociedade da Bahia e seis horas na TV Itapoan. Isso durou um bom tempo, até ter saído, e ido pra Feira de Santana, pra TV Subaé. Na inauguração da TV Subaé onde estava presente. Ficou um ano com a TV Subaé e uma casa de shows que colocou em Feira de Santana com mais dois sócios, chamado de atrações. De lá voltou para Salvador, e foi trabalhar de volta através do seu amigo Josenel Barreto, seu querido Cristóvão Rodrigues, de volta ao Sistema Nordeste de Comunicação. Trabalhou por mais quase dois anos. Saiu, foi para a 104 FM. Depois (tudo isso fazendo o que mais gostava que era ser operador de áudio) e, numa evolução muito grande foi considerado como um dos maiores operadores de áudio do estado da Bahia, sendo até convidado para ir para a Tupy, no Rio de Janeiro.

Depois disso, na 104, teve a primeira oportunidade de falar em microfone. Era uma participação de três a cinco minutos falando de futebol com o seu amigo André Simões. Também, já tinha ido trabalhar na Rádio Cristal. Antes não era Rádio Cristal. Era como se fosse, uma rádio, rádio Globo, e aí que depois que mudou o nome para Rádio Cristal, com a LBV, e teve a oportunidade de microfone através de Jorge Sanartin, fazendo torcida, fazendo pequenas participações e, foi crescendo. Terminou sendo convidado por Antônio Tillemont pra participar com Jota Lacerda, Ary Pacheco, e Sérgio Almeida, saudoso Sérgio Almeida. Eles inauguraram a Marketing Antena 4, e o convidaram para ser operador, e ele foi. Só que logo com um mês, um mês e meio, eles numa reunião o chamaram, e colocaram como sócio deles. “A gente não tem condições de pagar você. Você quer entrar como sócio? ” Marinho aceitou e entrou como sócio. Aí ele já estava num crescente como repórter, e foi se empenhando naquilo que acreditava muito que era a venda. E aí foi a sua grande oportunidade de crescimento. Marinho leu o livro O Maior Vendedor do Mundo, umas dez vezes, tomou curso de marketing, todo curso de vendas ele estava presente, com muito empenho.

Depois, na Rádio Cultura, veio Márcio Martins, também, e ficaram mais ou menos, sete anos na Rádio Cultura, quando botaram a equipe de esportes. Edson Marinho disse que olhou pra um lado e olhou pra o outro, e só tinha fera no microfone: Jota Lacerda, Ary Pacheco, seu querido Antônio Tillemont, Márcio Martins, e muita gente boa. Resultado: disse rapaz, pra eu me criar aqui eu vou ter que ser diferente em outra coisa. Foi vender. Era ele praticamente quem comercializava a equipe de esportes na Rádio Cultura. E olha que tinham muitas dificuldades, porque tinha cliente que botava o comercial, mas não conseguia sintonizar a rádio e, por várias vezes, ele teve muitas, mas muitas dificuldades de convencer o cliente pra anunciar com eles. A Rádio Cultura que sempre teve um nome grande, um nome forte, levou uma época com o som muito ruim, e as dificuldades eram muitas.

Da Rádio Cultura, terminou Antônio Tillemont indo para o caminho da Antoniu´s Assessoria cada vez mais como procurador de jogador de futebol. Sérgio Almeida foi ser assessor parlamentar, Ary Pacheco deixou a equipe e passou um tempo na Rádio Sociedade da Bahia, e ficou Marinho, Jota Lacerda e Márcio Martins. Depois, Lacerda foi pra Fortaleza, Marinho e Márcio Martins levaram um tempo na Rádio Cristal com o futebol, depois os dois foram pra Rádio Transamérica. Acabaram a sociedade na Rádio Transamérica. Márcio deu sequência à vida dele com Zé Eduardo e Marinho, a princípio, ficou, em torno de cinco meses como sócio de Jorge Sanartin, depois ficou sozinho. Depois disso “uma porteira grande abriu pra mim que foi a oportunidade dada por Chico Kertész, através do meu amigo Manoel Matos, através de Daniel, grande Daniel Almeida, e me deram seis meses pra ver como era que eu ia implantar o esporte na Rádio Metrópole”.

Desses seis meses, este ano, no mês de junho, a Equipe Os Campeões da Bola na Rádio Metrópole, vai completar dezenove anos. E na Rádio Metrópole, fizeram a Copa do Mundo na África do Sul, a Copa do Mundo no Brasil, estiveram na Rússia, (sem comprar direitos, mas participando), Copa do Mundo no Catar, na África do Sul e no Brasil, compraram direitos, todas as eliminatórias da Copa do Mundo, cinco Champions League, que não é fácil, dois Mundiais de Clubes: um com o Santos e um com o Corinthians; e isso o deixou muito feliz, num esforço muito grande porque ele acredita que dinheiro não leva no caixão, o caixão não tem gaveta. Mas o prazer das grandes coberturas, inspirado em muita gente boa que fez várias coberturas, vai dando sequência a sua vida no mundo da bola, tendo fé em Deus, esperando muito passar por toda essa crise, a pior crise que se pode ter, a pior crise que a gente já teve nesse mundo de Deus, se a gente passar dessa crise, nós vamos em frente com fé em Deus.

Edson Marinho diz que valeu à pena também as grandes coberturas que fez com jogos de Bahia e Vitória, e que vai valer à pena muita coisa que ainda tem a fazer.

FotoMetropress/Catarina Queiroz

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