Ex-presidente da CBF entra na disputa pelo comando do São Paulo

Ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo anunciou nesta segunda-feira (10) que pretende disputar a presidência do São Paulo. O dirigente começou a se movimentar nos bastidores e busca apoio entre integrantes da oposição para viabilizar sua candidatura. A eleição está prevista para a primeira quinzena de dezembro e definirá o presidente do clube para o período entre 2027 e 2029.

Caboclo surge como uma das alternativas da oposição em um momento marcado por dificuldades financeiras, políticas e esportivas no São Paulo. Para oficializar sua candidatura, porém, o ex-presidente da CBF terá que montar uma chapa com pelo menos 55 conselheiros.

As conversas já começaram. Caboclo se reuniu recentemente com integrantes do Conselho Deliberativo e conta com o apoio de Olten Ayres, presidente do Conselho e integrante da chapa Força São Paulo, grupo de oposição à atual administração. O dirigente pretende apresentar sua experiência no futebol como uma das principais credenciais para assumir o clube.

O projeto preparado por Caboclo está dividido em cinco áreas: governança, finanças, futebol profissional, categorias de base e clube social. Entre as propostas estão o fortalecimento do compliance, maior controle financeiro e a utilização de tecnologia e inteligência de mercado na contratação e formação de jogadores.

A situação financeira aparece como um dos grandes desafios. Segundo informações divulgadas pela Gazeta Esportiva, a dívida do São Paulo está na casa dos R$ 858 milhões. Caboclo pretende apresentar um plano para reorganizar o perfil desse débito e estabelecer maior responsabilidade financeira na administração do futebol.

Advogado e administrador, Rogério Caboclo é sócio do São Paulo desde 1990 e conselheiro vitalício desde 1998. Ele também já ocupou cargos na administração do clube, como diretor-adjunto de Marketing e diretor financeiro entre 2000 e 2002. Fora do São Paulo, teve passagem pela Federação Paulista e construiu boa parte de sua trajetória na CBF, onde chegou aos cargos de CEO e presidente.

Sua passagem pelo comando da entidade também foi marcada por denúncias de assédio moral e sexual. Caboclo foi afastado da presidência. Segundo nota divulgada por sua assessoria, as acusações examinadas pela Justiça não resultaram em condenação criminal, e os demais procedimentos foram arquivados ou encerrados.

Agora, Caboclo retorna ao cenário político do futebol e tenta levar sua experiência administrativa para o comando do São Paulo. Além dele, o nome de Marcelinho Portugal Gouvêa também circula nos bastidores como possível candidato da oposição.

(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

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