Fábio Mota calcula perda milionária com restrições às bets

O Vitória estima que poderá deixar de receber até R$ 55 milhões entre o fim de 2026 e o próximo ano por causa das restrições à publicidade das casas de apostas. O alerta foi feito pelo presidente Fábio Mota, em entrevista à Rádio Baiana FM. Segundo ele, a perda considera valores previstos no contrato com a 7K e receitas ligadas a outros espaços comerciais.

De acordo com a projeção apresentada pelo dirigente, cerca de R$ 10 milhões deixariam de entrar até o fim deste ano. Para 2027, a estimativa é de uma perda adicional de R$ 45 milhões. Mota afirmou que o acordo com a patrocinadora era válido até dezembro do próximo ano e que os valores já estavam incluídos no planejamento financeiro do clube.

Fábio Mota afirmou que o Vitória tinha acordo com a 7K válido até dezembro de 2027 e que os valores previstos seriam utilizados para cumprir compromissos financeiros assumidos pela instituição.

“O Vitória tinha contrato com a 7K até dezembro de 2027. Em cima desse contrato e do valor a receber, fizemos o planejamento financeiro, o acordo global com a Justiça para pagar as parcelas por mês, o acordo para pagar as prestações da CNRD, parcelou o imposto para pagar a Perse”, disse à Rádio Baiana FM.

Com a previsão de receitas alterada, o Vitória passou a considerar negociações de jogadores para reforçar o caixa. Mota afirmou que essa possibilidade não fazia parte do planejamento inicial e que o clube trabalhava com um orçamento apertado, mas organizado. “Só resta pra gente agora vender ativo, vender jogador para tentar fechar aí o rombo e o buraco que ficou. Não tem outra alternativa, vamos ter que vender atleta”, declarou.

O presidente citou Renê, Lucas Arcanjo e Ramon como atletas que já receberam propostas. “O Vitória não tem dificuldade de vender jogadores. Por exemplo, o Vitória não tem dificuldade de vender Renê, o Vitória não tem dificuldade de vender Lucas Arcanjo, o Vitória não tem dificuldade de vender Ramon. Todos esses jogadores já tiveram propostas, o Vitória negociou até sentar para negociar”, afirmou Fábio Mota.

O dirigente também alertou para possíveis consequências caso o clube não consiga cumprir os pagamentos previstos. Segundo ele, atrasos na CNRD poderiam levar a um transfer ban; dívidas trabalhistas poderiam resultar em bloqueios judiciais; e a falta de pagamento do Perse poderia fazer o Vitória perder os benefícios do programa.

“Sem dinheiro para pagar a CNRD, vai tomar transfer ban. Não tem dinheiro para pagar a Justiça do Trabalho, vai ter as contas bloqueadas. Não tem dinheiro para pagar o Perse, vai perder o Perse. A gente diminuiu na metade a dívida do clube para conseguir fazer o Perse. Quando você deixa de pagar, a dívida volta para o valor original e perde o Perse”, alertou.

Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

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