Campeão do mundo, campeão europeu, campeão da Champions League, campeão italiano e espanhol e três vezes eleito como o melhor jogador do ano pela FIFA, o francês, Zinedine Zidane encerrou sua carreira na seleção francesa diferente de todos os outros.
Quando o ídolo conhecido carinhosamente como “Zizou” estava muito perto de erguer a taça mais cobiçada do planeta pela segunda vez, um instante de fúria mudou seu destino.
Na prorrogação da final da Copa do Mundo FIFA de 2006, na Alemanha, França e Itália empatavam em 1 a 1, e o capitão dos Bleus inexplicavelmente perdeu a elegância, a compostura e a graça características com uma reação infame que continua a surpreender 16 anos mais tarde.
Zidane e Marco Materazzi passaram a partida inteira em estreita proximidade – como não poderia deixar de ser para o armador francês e para o zagueiro italiano.
De repente, Zidane dá meia volta, firma as chuteiras douradas no gramado, abaixa a cabeça e atinge com força o peito de Materazzi, que desaba no chão.
Ao redor de Zidane, a reação imediata ao chocante conflito é estranhamente moderada. Ele fica sozinho, isolado. Como o árbitro e a maioria dos jogadores seguiam a trajetória da bola em direção ao círculo central, muitos não viram o que aconteceu. Não há tumulto em torno do francês, não há empurra-empurra, não há tentativa de revide.
Finalmente o inevitável acontece, e o árbitro argentino Horacio Elizondo mostra o cartão vermelho após consultar os seus assistentes.
De cabeça baixa, Zidane caminha até a lateral do campo e passa pelo troféu da Copa do Mundo, que seria erguido por Materrazzi e seus companheiros ao fim da decisão por pênaltis que deu o tetracampeonato à Itália.
Aquele seria o 108º e último jogo de Zidane com a camisa da França, e a sua última apresentação como jogador

















