Goleadas que queimam a memória. É assim que se resumem os últimos resultados do Bahia e do Vitória, cada um com seu placar cravado na história, cada um com sua própria dor e aprendizado. Não há comparativos aqui, não é uma corrida de quem sofreu mais. São capítulos isolados, mas que deixam marcas e servem de alerta.
Para o Vitória, a triste derrota por 8 a 0, para o Flamengo, foi pesada, mas o triunfo seguinte contra o Atlético/MG trouxe um respiro. Um sinal de que, mesmo na zona de rebaixamento, é possível reagir e buscar pontos importantes. Já o Bahia, com uma temporada positiva, sob o comando de Rogério Ceni, sofreu um 5 a 1, diante do Mirassol, longe de ser habitual, e serve de lembrete de que nenhuma rotina está a salvo de surpresas no futebol.
Os placares atípicos são um recado. Para o Bahia, que mira uma vaga entre os quatro melhores do Brasileirão e ainda tem um título da Copa do Nordeste pela frente, a atenção não pode vacilar. A decisão contra o Fluminense, pela Copa do Brasil, exige foco absoluto. Para o Vitória, mesmo com a vitória recente, o caminho continua difícil. A zona de rebaixamento ainda assusta, e cada ponto conquistado precisa ser valorizado.
No fim, goleadas entram e saem, mas o aprendizado que elas deixam deve permanecer. Cada time com sua história, cada história com suas lições.
Flavio Gomes é jornalista e colaborador do Em Cima do Lance
















