Após as duas eliminações na Copa do Nordeste e no Campeonato Baiano (onde não chega às semifinais pelo segundo ano consecutivo), a paciência do torcedor do Vitória chegou ao limite.
A Torcida Uniformizada Imbatíveis – TUI, principal do clube, publicou uma nota, através das redes sociais, criticando o presidente Paulo Carneiro, que assumiu o Vitória em abril de 2019.
“Com toda a sua (in)questionável expertise, o presidente deveria estar trabalhando para atrair investidores e empenhado em montar um elenco digno do nosso manto sagrado. Mas o que vemos é um senhor totalmente desatualizado que passa mais tempo em lives e respondendo a mensagens no WhatsApp”, publicou.
Na nota, a TUI pede a contratação de um novo treinador. Depois da demissão do técnico Geninho, Bruno Pivetti assumiu o cargo e, até o momento, comandou o time em quatro jogos, com três empates e uma derrota. Outra exigência da organizada é a dispensa de jogadores que formam o elenco rubro-negro. Entre as peças apontadas pelo grupo está Gerson Magrão, que foi expulso na derrota para o Ceará.
Para completar, na manhã desta quarta-feira (29), o muro do Estádio Manoel Barradas amanheceu pichado com frases de protesto. Os alvos da pichação foram o presidente Paulo Carneiro e o ex-mandatário Alexi Portela, atual conselheiro do clube e diretor da Liga do Nordeste.

Uma das frases dizia “Acabou a paz”, enquanto outra “Fora Paulo Carneiro”.

Confira a nota na íntegra:
“A Torcida Os Imbatíveis vem mais uma vez a público repudiar o amadorismo da atual Diretoria do E.C.Vitória e questionar o sumiço dos seus principais apoiadores, no que resultou em prematuras e vergonhosas eliminações da Copa do Nordeste e do Campeonato Baiano em um único final de semana.
Primeiramente vale lembrar que esta vexatória situação em que o clube se encontra não é recente. Além das incompetentes gestões de Ivã de Almeida e Ricardo David, o Vitória, já sob o comando de Paulo Carneiro, passou todo o Campeonato Brasileiro de 2019 lutando contra o rebaixamento e garantiu a sua permanência na série B apenas nas últimas rodadas. É importante frisar que o treinador Geninho foi o principal responsável por termos escapado do descenso, dando ânimo e uma nova cara ao time.
Acreditamos que o treinador daria continuidade aos trabalhos quando fomos surpreendidos com o seu desligamento ainda durante a paralização dos campeonatos. A efetivação do inexperiente Bruno Pivetti evidencia o desastroso plano de Paulo Carneiro de fazer um laboratório de treinadores.
Nos causa ainda mais horror observar o silêncio da base de apoio de Paulo Carneiro. Onde estão Alexi Portela, Manoel Matos, Ademar Lemos e outros? Durante a eleição para o Conselho Diretor, estes não apenas manifestaram apoio como prometeram trabalhar juntos, em “grupo”, agora simplesmente sumiram. Não vão mais às rádios dar entrevistas, não se posicionam em suas redes sociais. Sequer sabemos de que forma estão contribuindo com o clube. Mas que fique registrado que todos são igualmente responsáveis pelo atual momento do clube.
Ademais, outro que não vem cumprindo com suas obrigações é o presidente do Conselho Deliberativo, Fábio Mota, que se exime das responsabilidades que lhe cabem e assim assegura terreno propício para que Paulo Carneiro dê continuidade à sua gestão autocrática de ataques à torcida e adoração da própria imagem. Fábio Motta não apenas não garantiu a AGE, já previamente marcada na anterior que decidiu por novas eleições, como até hoje fez pouco esforço para que houvessem as reuniões virtuais do Conselho Deliberativo durante a pandemia, a exemplo de como foram feitas em outros clubes.
Enquanto Paulo Carneiro se afirma dono do Vitória, ataca a imprensa, ofende e transfere a culpa pra torcida, desrespeita sócios e patrocinadores e grita que apenas ele entende de futebol, o Vitória segue acumulando vexames e tendo a sua história manchada.
Diante do exposto, EXIGIMOS a contratação imediata de um treinador a altura do E.C.Vitória e a dispensa de Magrão, Felipe Garcia, Rodrigo Andrade e todos os outros que formam esse elenco medíocre, digno de Série D, tecnicamente limitados e sem o mínimo condicionamento físico”.













