Faz mais ou menos 10 anos que esse fato aconteceu comigo em São Paulo. Viajei para transmitir um jogo da Série A do Campeonato Brasileiro. A partida seria no domingo, mas três dias antes, eu já estava por lá, uma vez que tinha alguns assuntos comerciais para resolver. Na sexta-feira, estava vindo da Avenida Luis Carlos Berrine no taxi do meu amigo Andrey, filho do também taxista, o saudoso André.
Estava voltando para o Hotel Normandie, que fica na esquina da Avenida Ipiranga com a rua Santa Ifigênia. Aliás, este hotel tinha como gerente o nosso grande amigo, Vicente Lopes, hoje, morando no Rio e grande torcedor do Fluminense. Uma bela indicação de amizade do parceiro Marcos Almeida, homem forte do turismo baiano.
Quando o carro de Andrey se aproximava da Avenida Ipiranga, vindo pela Duque de Caxias, o sinal fechou. Quando olho para o lado, vejo Agnaldo Timóteo num carrão conversível
– Fala Agnaldo. E aí, como você está rapaz ?
Falei, abaixando o vidro do lado direito do carro. Quando Agnaldo me viu, fez uma festa.
-Venha cá, menino. Como está a Bahia ?
Saltei do carro também e falei.
-Bem, quando vai aparecer por lá ?
– Estou vendo no meu calendário. Como está o meu amigo Edmundo Viana ? perguntou
Disse que estava bem. E ele na hora perguntou por outro amigo dele aqui de Salvador.
-E o radialista Marco Aurélio ?
-Também está legal.
E nisso, vocês que conhecem São Paulo, sabem que o trânsito naquela região é uma loucura. E tome Agnaldo a conversar comigo. E os carros começaram a buzinar. Ele vira-se e diz:
-Não adianta fazer zoada, rapaziada. Encontrei o meu amigo Mário Freitas e quero saber das coisas da minha querida Bahia.
Mas logo depois fomos em frente. Agnaldo seguiu para o seu destino e eu continuei com o Andrey, indo para o Hotel Normadie, onde durante muitos anos me hospedei em São Paulo.
Então, este foi um dia que eu e Agnaldo Timóteo conseguimos complicar o já tumultuado trânsito de uma das maiores cidades do Mundo, a grande São Paulo.
Marão Freitas














