Pressão aumenta: Inglaterra e País de Gales retiram apoio à reeleição de Infantino na FIFA

A permanência de Gianni Infantino na presidência da FIFA sofreu um duro revés nesta segunda-feira (3). As federações de futebol da Inglaterra e do País de Gales decidiram retirar o apoio à candidatura do dirigente suíço para um novo mandato à frente da entidade, ampliando a crise política instalada no futebol internacional.

A decisão é consequência da forte reação ao plano de Infantino de vender uma participação de 20% de uma nova empresa criada para administrar competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo. A proposta previa captar cerca de US$ 4,2 bilhões com investidores privados, mas encontrou resistência de federações, ligas e dirigentes, sendo posteriormente abandonada.

O País de Gales foi o primeiro a oficializar a retirada de apoio, alegando preocupação com a governança, a transparência e a condução da entidade. Poucas horas depois, a Federação Inglesa confirmou que seguirá o mesmo caminho e defendeu uma revisão profunda da estrutura de liderança da FIFA.

O movimento fortalece a ofensiva liderada pela UEFA contra Infantino. A entidade europeia já havia manifestado insatisfação com a condução da FIFA nos últimos meses e agora busca ampliar o número de associações dispostas a romper com o atual presidente antes da eleição prevista para o Congresso da FIFA, em março de 2027, no Marrocos.

Apesar do desgaste, Infantino ainda conta com apoio significativo de federações da África, da América do Sul e de parte da Ásia, cenário que mantém a disputa em aberto. Ainda assim, a retirada de apoio de duas das associações mais influentes do futebol mundial representa um golpe político importante e aumenta a pressão sobre o dirigente, que passa a enfrentar o momento mais delicado desde que assumiu a presidência da FIFA, em 2016.

Foto: Martin Meissner / AP Photo

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