O México prometeu, na segunda-feira, que a abertura da Copa do Mundo ocorrerá “em paz”, em meio aos protestos de professores em greve que aproveitam o evento esportivo para pressionar o governo por suas reivindicações.
Os acessos à praça central do Zócalo na Cidade do México – onde estará localizado o maior ‘fan fest’ do país – estão bloqueados por barreiras metálicas, observou um jornalista da AFP. Dezenas de pessoas faziam fila para passar por revistas e chegar aos estabelecimentos onde trabalham, que foram afetados pelos fechamentos.
O governo da presidente Claudia Sheinbaum mantém o diálogo aberto com um grupo dissidente do sindicato de educação, a CNTE, que exige um aumento salarial e a revogação de uma lei de aposentadorias.
Os manifestantes realizaram bloqueios de ruas e derrubaram estátuas alusivas a jogadores da competição.
O tempo está se esgotando antes do início da Copa do Mundo, que começa na quinta-feira (11), no Estádio Azteca, para onde foram convocados protestos não só de professores, mas também de familiares de pessoas desaparecidas.
“Vamos garantir (…) que a celebração da abertura da Copa do Mundo seja bem-sucedida, em paz e tranquila”, disse Sheinbaum em sua habitual coletiva de imprensa matinal.
O sindicato tem rejeitado as propostas apresentadas pelo governo, enquanto a ministra do Interior, Rosa Icela Rodríguez, fez um apelo aos grevistas para que desfaçam os bloqueios e voltem às salas de aula.
Foto: REUTERS/Henry Romero















