A dois dias do jogo de abertura da Copa do Mundo, as autoridades do Catar restringiram ainda mais o consumo de cerveja no torneio. Nesta sexta-feira, a família real do país decidiu proibir a venda de cerveja no entorno dos estádios, como a Fifa e o Comitê Organizador haviam anunciado.
A mudança causou grande insatisfação nos patrocinadores da Copa, especialmente a Budweiser, que é a fornecedora oficial de cervejas da competição. Um dos pontos de insatisfação foi o fato de a decisão ter sido anunciada a dois dias da estreia.
Diante desta nova decisão, o único local em que haverá venda de cervejas para “torcedores comuns” será no Fifa Fanfestival, e apenas numa janela de seis horas, entre 19h e 1h. Um copo de meio litro custa quase R$ 75 (ou US$ 14), a cerveja mais cara da história das Copas do Mundo.
A Fifa divulgou comunicado explicando que a decisão se deu entre “as autoridades do país e da Fifa”, reiterando que a venda de cerveja sem álcool seguirá normalmente e agradecendo à patrocinadora pela “compreensão”.
“Após discussões entre as autoridades do país e da Fifa, uma decisão foi tomada sobre a venda de bebidas alcoólicas no Fifa Fan Festival, outros destinos de fãs e locais licenciados, retirando pontos de vendas de cerveja no perímetro dos estádios da Copa do Mundo de 2022. (…) As autoridades do país e a Fifa continuarão a assegurar que os estádios e as áreas em volta apresentem uma experiência participativa, respeitosa e prazerosa para todos os fãs”, diz a nota.
O Qatar é um país que segue as tradições da religião muçulmana, na qual é proibido o consumo de álcool. Para a realização da Copa, algumas normas foram flexibilizadas, incluindo a permissão de venda de cerveja em áreas próximas aos estádios nos dias de jogos —pelas regras normais, não é possível comprar ou consumir bebidas alcoólicas fora de estabelecimentos específicos ou sem autorização para isso.
















