Andrea Pirlo não será o novo técnico da seleção da Itália. O ex-meia confirmou nesta segunda-feira (27), por meio das redes sociais, que foi informado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC), na noite de domingo, de que não faz mais parte da disputa pelo cargo.
O anúncio foi feito junto a um comunicado que o treinador já havia publicado anteriormente para rebater críticas relacionadas a uma suposta ligação com uma casa de apostas da Rússia. Na nova publicação, Pirlo acrescentou apenas a informação de que recebeu a decisão oficial da entidade.
O nome do campeão mundial de 2006 era um dos cotados para assumir a Azzurra, que busca um novo comandante para tentar recolocar a seleção entre as principais forças do futebol internacional. Com a saída de Pirlo da disputa, a FIGC segue em busca do substituto para liderar a renovação da equipe.
Pirlo foi o terceiro nome buscado pelo diretor Paolo Maldini e seu conselheiro Leonardo. Antes, os dirigentes tentaram abrir negociações com Carlo Ancelotti e receberam uma recusa de Pep Guardiola.
Leia o pronunciamento de Pirlo
“Por respeito às instituições, à Federação Italiana de Futebol e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Mas, depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos.
Nos últimos dias, acompanhei com grande tristeza o debate que surgiu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o comando da seleção italiana.
Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre exerci minha profissão em total respeito às leis dos países onde trabalhei e aos contratos que assinei. A parceria profissional que foi alvo das recentes polêmicas surgiu no contexto da minha trajetória de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e tem natureza exclusivamente comercial e esportiva.
Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não me representam.
Quero agradecer a Paolo Maldini e Leonardo pela estima e pela confiança que demonstraram em mim. Conheço a competência, a seriedade e o amor que ambos sempre dedicaram ao futebol italiano.
Lamento que uma decisão de caráter esportivo tenha sido rapidamente transformada em um debate público que acabou atribuindo à minha pessoa significados e intenções que não me pertencem.
Meu amor pela Itália não depende de um cargo. Ele faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a me acompanhar, para sempre.”
Foto: Divulgação / Juventus FC













