O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta terça-feira (3), a audiência pública que discutiu os impactos da proibição das apostas esportivas no Brasil. O encontro, conduzido pelo ministro Luiz Fux, reuniu representantes do governo federal, clubes de futebol e entidades ligadas ao setor. Agora, a discussão deve avançar para o plenário da Corte, que analisará a constitucionalidade da medida provisória que determinou o fim das bets no país.
Durante a audiência, o governo defendeu a proibição como forma de combater o endividamento das famílias e os problemas de saúde associados ao vício em apostas. Já os clubes alertaram para os prejuízos financeiros provocados pelo encerramento dos contratos de patrocínio, muitos deles firmados antes da mudança na legislação.
Entre os clubes afetados está o Vitória, que informou ter contratos com casas de apostas no valor de R$ 45 milhões, aproximadamente 17% de seu faturamento. Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians também demonstraram preocupação com a perda de receitas, que pode comprometer investimentos no futebol profissional, nas categorias de base e nas equipes femininas.
Com o encerramento da audiência, os argumentos apresentados serão utilizados pelos ministros na análise das ações que questionam a Medida Provisória 1.394/2026. Luiz Fux, relator dos processos, sinalizou a intenção de levar o caso ao plenário. Ainda não há data definida para o julgamento, que poderá manter ou derrubar a proibição das apostas esportivas no Brasil.
Foto: Gustavo Moreno/STF








