ACEB emite nota de repúdio contra o Esporte Clube Bahia

  • 30 de agosto de 2017
  • Mário Freitas
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Na tarde desta quarta-feira (30), a Associação de Cronistas Esportivos do Brasil (ACEB) divulgou uma nota de repúdio direcionada à diretoria do Esporte Clube Bahia, apontando o cerceamento do trabalho do repórter Nilson Luís, da Rádio Itapoan FM.

 

A nota se refere ao episódio que aconteceu no último domingo (27), durante a entrevista coletiva pós-jogo, onde o técnico Preto Casagrande falava sobre a derrota do Bahia para o Botafogo por 2 a 1. O repórter tentou fazer uma pergunta ao treinador, mas foi impedido por dirigentes e funcionários do clube.

 

Confira a nota na integra:

 

NOTA DE REPÚDIO À DIRETORIA DO EC BAHIA

 

A Associação de Cronistas Esportivos do Brasil – ACEB – declara publicamente o repúdio ao cerceamento do trabalho do repórter Nilson Vasconcelos Cunha (Nilson Luís), da Rádio Itapoan FM, da Bahia, por ocasião da entrevista coletiva do técnico Preto Casagrande, após a partida entre Bahia x Botafogo, em 27/08/2017. O episódio é um imperdoável retrocesso na história da crônica esportiva brasileira.

 

A ACEB sempre defendeu de maneira intransigente toda e qualquer liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que considera basilar a necessidade de assegurar que direitos sejam preservados e violações de qualquer natureza não afetem a integridade de nossos profissionais de imprensa.

 

A direção do Esporte Clube Bahia, que tem na presidência o jornalista Marcelo Sant’ana, sem qualquer cerimônia, determinou que o radialista não fizesse pergunta ao treinador, momento em que o profissional foi agredido verbalmente e constrangido pelos assessores de imprensa e dirigentes do clube. Não pode ser este o procedimento de uma administração eleita sob a filosofia de transparência e ações democráticas.

 

Mesmo sem microfone, o repórter fez a pergunta ao técnico do Bahia, mas o treinador Preto Casagrande foi proibido pelos dirigentes de respondê-la.

 

A mordaça imposta ao radialista só pode ser justificada pela tentativa de cercear um profissional que não obedece pauta imposta por dirigentes de qualquer natureza.

 

Pela sua importância no contexto do estado de direito, como sustentáculo da democracia, a imprensa não pode seguir sem o mínimo de proteção e, fundamentalmente, sem a devida liberdade e independência para bem cumprir com o seu mister.

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