O futuro de Kike Olivera no Bahia está cada vez mais distante. O atacante uruguaio pediu a rescisão do contrato de empréstimo e abriu um impasse envolvendo o Tricolor, o Grêmio, clube que detém seus direitos, e o Nacional, do Uruguai, principal interessado em sua contratação.
Fora dos planos de Rogério Ceni desde a retomada da temporada, Kike sequer entrou em campo no segundo semestre. O jogador passou a realizar trabalhos individuais no CT Evaristo de Macedo, enquanto a relação com o clube se desgastava nos bastidores.
Segundo informações do portal ge, o primeiro movimento aconteceu quando o Nacional tentou contratar o atacante por empréstimo. O Bahia recusou a proposta e contava com o uruguaio para a sequência da temporada. Na época, porém, Kike alegou problemas familiares e ficou fora da partida contra a Chapecoense. Dias depois, voltou a reclamar de dores no tornozelo antes do confronto com o Atlético-MG, embora exames não tenham apontado lesão.
Ainda de acordo com o portal, o próprio jogador teria manifestado inicialmente o desejo de retornar ao Nacional. O clube uruguaio voltou à carga nas negociações, o que levou Bahia e Grêmio a notificarem a equipe de Montevidéu por suposto assédio ao atleta, que recentemente trocou de empresário.
Mesmo diante do pedido de rescisão, o Bahia não pretende facilitar a saída. A diretoria exige uma compensação financeira correspondente ao valor já investido no empréstimo junto ao Grêmio para aceitar a liberação antecipada do atacante. A negociação segue em andamento, mas o Tricolor mantém posição firme e não pretende abrir mão do ressarcimento.
Outro obstáculo é a situação de Kike no Campeonato Brasileiro. O uruguaio já disputou 13 partidas pela competição com a camisa do Bahia e, por isso, não poderá atuar pelo Grêmio nesta edição da Série A caso retorne ao clube gaúcho.
Contratado no início da temporada como uma das apostas ofensivas do Bahia, Kike Olivera alternou momentos de titularidade e banco de reservas, mas perdeu espaço nas últimas semanas. Agora, o desfecho da passagem pelo Esquadrão depende de um acordo entre os clubes para encerrar antecipadamente um vínculo que, ao que tudo indica, está perto do fim.
Foto: Letícia Martins/EC Bahia












