“Não compensa viajar 2.200 quilômetros para ser otário.” A frase de Rogério Ceni resumiu a indignação do técnico do Bahia após a derrota por 2 a 0 para o Fluminense, no último amistoso da intertemporada. Embora tenha aprovado o desempenho da equipe em boa parte da partida, o treinador deixou o Maracanã revoltado com a atuação da arbitragem.
Para Ceni, o resultado acabou condicionado por decisões que prejudicaram o Bahia. O treinador reclamou de um pênalti não marcado e da anulação de um gol tricolor, lances que, na avaliação dele, interferiram diretamente no rumo do jogo.
“A gente vem aqui para ser otário. Não compensa viajar 2.200 quilômetros para ser otário de um árbitro contratado para fazer o resultado acontecer.”
O técnico também criticou a justificativa apresentada pela equipe de arbitragem para invalidar o gol do Bahia.
“Aí você vai perguntar para o cara e ele fala: ‘Foi falta do Willian’. Você olha no vídeo e o Willian nem toca no jogador. Depois ele fala: ‘Foi falta do Nico’. O cara que, no mínimo, está assistindo Copa do Mundo perde a credibilidade.”
Apesar das críticas, Ceni fez questão de destacar os pontos positivos da preparação do Bahia durante a pausa para o Mundial. Segundo ele, a equipe apresentou evolução e criou boas oportunidades diante de um adversário de alto nível, mas acabou castigada por erros de arbitragem e pela queda de rendimento após as diversas substituições realizadas no segundo tempo.
O amistoso marcou o último teste do Bahia antes da retomada do Campeonato Brasileiro. Agora, o foco da comissão técnica passa a ser a estreia na segunda metade da temporada, com a expectativa de que o desempenho apresentado na primeira etapa contra o Fluminense sirva de base para a sequência da competição, deixando a polêmica da arbitragem apenas como um episódio da intertemporada.
Foto: Catarina Brandão/EC Bahia














